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| César Pires é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida no Trânsito |
O juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Douglas Martins,
determinou que o governo estadual não poderá fazer transferência
voluntária de recursos aos municípios que não estejam integrados ao
Sistema Nacional de Trânsito (SNT). A decisão judicial tem o mesmo teor
do projeto de Lei 295/2017, de autoria do deputado César Pires, que foi
aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa e vetado pelo
governador Flávio Dino.
Como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida no Trânsito,
César Pires apresentou o projeto de lei estabelecendo que os municípios
maranhenses ficariam obrigados a terem seus sistemas de trânsito
integrados ao SNT, como condição prévia para firmar convênio de
cooperação técnica e financeira ou receberem transferências voluntárias
do Governo do Maranhão, excetuando as áreas de educação, segurança
pública e saúde.
Na prática, a intenção era fazer com que os municípios assumissem a
responsabilidade pelo planejamento da circulação de pedestres e
veículos; de orientação e fiscalização do trânsito, de tratamento do
transporte coletivo, visando a redução da violência no trânsito e a
ocorrência de mortes causadas por acidentes automobilísticos no
Maranhão.
“Assim como o Ministério Público e a Justiça, nós entendemos que
precisamos tomar providências para reduzir os absurdos números da
violência no trânsito em nosso estado, já que 157 municípios ainda não
assumiram a responsabilidade de cuidar do trânsito. Não se pode admitir
que 70% dos pacientes internados em UTIs no Maranhão são vítimas de
acidentes automobilísticos. Por isso apresentou o projeto de lei que
lamentavelmente foi vetado pelo governador. Agora o juiz Douglas
Martins, em sua decisão, mostra lucidez e compromisso com o bem estar do
cidadão, e confirma que nosso pleito é legítimo”, declarou César Pires.
Em sua decisão, o juiz Douglas Martins acolheu pedido do Ministério
Publico Estadual em que alegou que a falta de fiscalização das normas de
trânsito pelos municípios maranhenses estaria expondo a população a
constante risco, com a livre circulação de motoristas conduzindo
veículos e motocicletas sob efeito de bebida alcoólica ou sem uso de
capacete. No Maranhão, de 2015 a 2018, foram registradas 29.731
internações de pacientes com traumas decorrentes de acidentes de
trânsito.

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