domingo, 4 de julho de 2021

Milhares de pessoas vão às ruas pedir vacinas e o impeachment de Bolsonaro


Neste sábado (3), milhares de pessoas voltaram às ruas em todos os estados e no Distrito Federal para pedir vacinas e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Vinte e sete capitais e outras 117 cidades tiveram manifestações, que também apoiaram as investigações sobre irregularidades na compra de vacinas.

Os atos foram convocados por centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos. Assim como aconteceu em manifestações anteriores contra o presidente, em muitas cidades foi possível notar a preocupação com as medidas sanitárias. A maioria das pessoas usava máscaras. Mas houve aglomerações.

No Rio de Janeiro, os manifestantes carregavam faixas pedindo a saída de Jair Bolsonaro e mais vacinas. Uma bandeira estava em branco e era preenchida com nomes de vítimas da Covid.

O protesto também defendia a educação e a Ciência. Indígenas levaram faixas em defesa das florestas. No fim da manhã, os manifestantes caminharam em direção à Igreja Candelária e ocuparam três faixas da Avenida Presidente Vargas.

No Recife, as pessoas levaram seringas gigantes de vacinas. A saída de Bolsonaro, auxílio emergencial de R$ 600 e mais emprego estavam entre os pedidos.

Em Belém, o ato denunciava casos de corrupção no Ministério da Saúde e pedia o impeachment do presidente. Uma faixa dizia: “boiadas não passarão na Amazônia”.

Teve protesto mesmo com chuva em Maceió. Faixas e cartazes pediam vacina e comida. Os manifestantes também pressionavam o presidente da Câmara, Arthur Lira - que é de Alagoas -, a colocar o pedido de impeachment em pauta e apoiavam as investigações sobre a compra de vacinas.

Em Teresina, o cartaz escrito “sua vida vale um dólar” também lembrava a denúncia de propina. Em Campo Grande, um carro de som pedia auxilio para os trabalhadores.

Na capital mineira, o ato à tarde aconteceu na região central. Cartazes tinham palavras de ordem contra o presidente Bolsonaro. Um boneco o responsabilizava pelas mortes causadas pela Covid.

Nas ruas de Porto Alegre, manifestantes levaram uma grande seringa de onde saíam dólares - uma referência à denúncia de corrupção feita na CPI no Senado. Um avião percorreu o céu da capital gaúcha pedindo a saída de Bolsonaro.

Houve distribuição de máscaras em Curitiba, mas a maioria das pessoas já usava a proteção. O ato pediu o impeachment de Bolsonaro, vacinação mais rápida e lembrou as denúncias de corrupção no Ministério da Saúde.

Em Salvador, o ato seguiu do centro em direção a orla. Bandeiras e cartazes pediam a saída do presidente Bolsonaro, vacina, pão e educação. Algumas pessoas apoiaram o protesto da janela de casa.

Na capital cearense, as pessoas se reuniram na Praça Portugal. Pediram a saída de Bolsonaro, apoiaram a Ciência e a vacinação e lembraram as mais de 500 mil vítimas da Covid.

Em Brasília, manifestantes, representantes de partidos políticos e lideranças sindicais se reuniram em frente ao Museu da República. Eles pediram o impeachment do presidente. Nas faixas e cartazes, mensagens lembrando as milhares de vítimas da Covid e o atraso na compra das vacinas. No final da tarde, os manifestantes caminharam até o Congresso Nacional.

Em São Paulo, o protesto contra o presidente ocupou sete quarteirões da Avenida Paulista. Com grandes faixas, os manifestantes pediam mais vacinas e a saída de Jair Bolsonaro. A maioria estava com camisas e bandeiras de partidos políticos e movimentos sociais. Mas, dessa vez, mais gente vestiu verde e amarelo e levou a bandeira do Brasil.

Discursaram no ato os deputados Gleisi Hoffmann, do PT, e Orlando Silva, do PCdoB, o ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, e Guilherme Boulos, do PSOL.

Os organizadores distribuíram máscaras e álcool em gel. A todo momento o pedido do uso de máscara e respeito às medidas sanitárias era repetido. Mas, em alguns pontos, houve aglomeração.

Cartazes responsabilizavam Bolsonaro pelas mais de 500 mil mortes por Covid. Em uma referência às denúncias de corrupção na compra das vacinas, manifestantes cobriram a rua com cédulas de dólares manchadas de sangue. No começo da noite, começou uma caminhada em direção ao Centro.

As manifestações foram pacíficas em todo o Brasil. Não houve registro de conflito. Só em São Paulo, na parte final do protesto, um grupo de vândalos invadiu um banco no Centro da cidade e ateou fogo. Uma pessoa foi detida. Os policiais fizeram um cordão de isolamento e o protesto seguiu. À frente, na mesma rua, depredaram um ponto de ônibus e uma concessionária.

Em seguida, os vândalos formaram uma barricada, ateando fogo em papeis no meio da rua e jogaram pedras e objetos contra os seguranças do metrô. Um deles foi atingido por uma pedra na cabeça e ficou ferido. O grupo de seguranças teve que recuar para dentro da estação de metrô, que foi fechada.

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