A
juíza Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, expediu
mandado de prisão contra o ex-presidente Michel Temer (MDB), na tarde
desta quinta-feira (9).
A
decisão também envolve o suposto operador do esquema de corrupção que
desviou R$ 1,8 bilhão em obras da usina de Angra 3: seu amigo João
Baptista Lima Filho, o Coronel Lima.
Caroline
autorizou Temer e Lima a se apresentarem na PF de São Paulo até as 17h,
mas transferiu para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) a
decisão de mantê-los ou não na capital paulista, como solicitado pela
defesa dos dois.
Como o pedido de prisão veio da Lava Jato no Rio, os acusados deveriam ficar sob a PF do RJ.
Liberdade cassada
A
decisão de Caroline foi tomada após o Tribunal Regional Federal da 2ª
Região (TRF-2) derrubar o habeas corpus, dado liminarmente, pelo
desembargador Ivan Antonio Athié que colocava o ex-presidente da
República em liberdade.
O
TRF-2 derrubou um habeas corpus concedido liminarmente
(provisoriamente) por um desembargador da própria Corte: o relator do
processo, desembargador Antonio Ivan Athié.
Na
quarta, ele foi o único que votou pela manutenção da liberdade. Votaram
contra os desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo.
Logo após a votação, Temer disse em São Paulo que considera a decisão “inteiramente equivocada sob o foco jurídico”.
A acusação fala em corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Para
a procuradora Mônica de Ré, a decisão “representa a Justiça diante de
todas as provas apresentadas pelo Ministério Público”.
“Restabelecemos
a verdade dos fatos com relação ao presidente Temer e ao coronel Lima.
Com os dois presos, esse processo andará mais rápido.”
‘Garantia da ordem’
Por
maioria, a Primeira Turma Especializada do TRF-2 entendeu que as
prisões preventivas de Michel Temer e do coronel Lima “são necessárias
para garantia da ordem pública”.
Promotores
do Ministério Público Federal afirmaram que o grupo chegou a manter
atividades de contrainteligência sobre investigações feitas pela Polícia
Federal.
No
inquérito, o MPF mencionou a possibilidade de destruição de provas e
argumentou que a prisão domiciliar seria insuficiente para impedir
crimes.
“Com
os dois presos, facilitamos a investigação, que ainda está em
andamento, e o processo andará mais rápido em primeira instância”,
afirmou Mônica de Ré, procuradora da República.
Outros suspeitos responderão em liberdade
Na
mesma decisão, o TRF-2 manteve o habeas corpus concedido a outros seis
envolvidos na Operação Descontaminação. Entre eles, o ex-ministro e
ex-governador do Rio Moreira Franco.
- Michel Temer, ex-presidente – voltará a ser preso
- Coronel Lima, amigo de Temer – voltará a ser preso
- Moreira Franco, ex-ministro do governo Temer – habeas corpus mantido
- Maria Rita Fratezi, arquiteta e mulher do coronel Lima – habeas corpus mantido
- Carlos Alberto Costa, sócio do coronel Lima na Argeplan – habeas corpus mantido
- Carlos Alberto Costa Filho, diretor da Argeplan – habeas corpus mantido
- Vanderlei de Natale, sócio da Construbase – habeas corpus mantido

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