Ao todo, 471 cubanos foram embora de 167
municípios maranhenses em novembro de 2018 após declarações feitas pelo
presidente eleito Jair Bolsonaro. Os médicos vão integrar as equipes de
Estratégia Saúde da Família (ESF), que vão atuar em 63 municípios.
Todos vão para o interior do Maranhão,
mas antes passaram por um curso de nivelação em Brasília para então
seguirem até as cidades onde vão trabalhar. Eles vão cumprir 40 horas
semanais, sendo 32 horas de atendimento presencial e oito dedicadas a
curso de especialização à distância.
De acordo com a chefe de Departamento de
Atenção à Saúde da Família da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Ana
Carolina Fernandes, os médicos contarão com o apoio de tutores da
Universidade Federal do Maranhão (UFMA). “É um momento também de
educação permanente. Eles terão apoios dos tutores da UFMA que farão uma
visita mensalmente para realizar essa competência de educação
permanente com os médicos”, explicou.
Segundo o secretário de Saúde do Estado,
Carlos Lula, há uma grande quantidade de médicos formados em outros
países querendo ingressar no programa. “Nós temos um grande número de
médicos formados em outros países que querem ingressar no programa. Há
esse edital que a gente pediu com pressa para o Ministério da Saúde
nessa reposição porque quem está sentindo falta disso é a população”,
afirmou.
O baiano Abimael Cruz se formou em
medicina na Argentina e vai trabalhar em uma comunidade indígena, em Bom
Jesus das Selvas, a 465 km de São Luís. Ele não conhecia o Maranhão,
mas está ciente do desafio que tem pela frente.
“Segundo os últimos levantamentos
epidemiológicos nós estamos na expectativa de atender muitos casos de
malária e tuberculose, mas estamos preparados para combater isso e
melhorar o índice do estado”, contou Abimael Cruz.
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