Nas imagens, os supostos espiões aparecem ajoelhadas
vestidos com uniformes vermelhos, diante de uma fileira de jihadistas
mascarados e armados.
Segundo o jornal "The Independent", os
reféns dizem que espionam em nome das forças de segurança do governo britânico.
No entanto, a informação não foi confirmada oficialmente. O governo britânico
ainda não se manifestou.
Ainda de acordo com o jornal, o homem mascarado diz
para a câmera que a mensagem é dirigida ao premiê Cameron, um
"imbecil" e "escravo da Casa Branca".
O vídeo termina com uma criança com trajes militares,
segundo o jornal, dizendo: "mataremos os não religiosos ali".
O grupo jihadista já havia exposto crianças em outros
vídeos com execuções.
Bombardeios britânicos na Síria
No início de dezembro, o Parlamento britânico aprovou
a participação da força aérea britânica na campanha de bombardeios contra o
grupo jihadista na Síria, ao final de um longo e tenso debate. A medida foi
defendida por Cameron, que chamou de "simpatizantes de terroristas"
aqueles que se opuseram a ela.
O EI já era alvo da força aérea da Grã-Bretanha no
Iraque, como parte da coalizão que une Estados Unidos, França, Rússia e outros
países. Os primeiros ataques britânicos contra alvos do EI na Síria foram
realizados no dia 3 de dezembro, poucas horas depois da aprovação do
Parlamento.
O voto do Parlamento britânico a favor dos ataques
aéreos contra o grupo Estado Islâmico "é a melhor decisão para preservar a
segurança do país", afirmou Cameron. "O Parlamento tomou a melhor
decisão para preservar a segurança do país – a ação militar na Síria faz parte
de uma estratégia maior", escreveu no Twitter, após a decisão.
Execução de suposto espião russo
No dia 2 de dezembro, o grupo divulgou um vídeo em que
mostrava a decapitação de um suposto espião russo na Síria, o primeiro vídeo do
grupo mostrando aparentemente a execução de um russo desde que Moscou começou a
realizar ataques aéreos sobre a Síria, em 30 de setembro, para apoiar o regime
de Bashar al-Assad.
Ataques da coalizão árabe-curda
Uma coalizão árabe-curda - formada pelas Unidades de
Proteção do Povo Curdo (YPG), a principal milícia curda, e grupos rebeldes
árabes que lutavam juntos há muito tempo - também ataca territórios controlados
pelo EI.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH)
informou neste domingo que pelo menos 16 combatentes do EI foram mortos em
confrontos no norte da Síria, perto do reduto jihadista de Raqa.
Os jihadistas lançaram em 30 de dezembro uma ofensiva
contra várias localidades nas mãos das Forças Democráticas da Síria (FDS),
perto de Ain Issa, uma cidade controlada pela mesma coalizão e localizada cerca
de 50 km ao norte de Raqa, a "capital" de fato do EI na Síria.
Sábado à noite, "16 jihadistas foram mortos e 19
feridos" na batalha perto de Ain Issa com os homens das FDS, que tomaram
mais uma pequena cidade, informou o diretor o OSDH, Rami Abdel Rahman.
Ataques dos EUA e aliados
Os Estados Unidos e a seus aliados realizaram 26
ataques contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria no sábado (2), disse a
coligação líder das operações em comunicado neste domingo (3).
Na Síria, um ataque ocorreu perto de Manai, atingindo
um uma unidade tática do Estado Islâmico e destruindo quatro edifícios do
Estado Islâmico e um veículo, disse a Força-Tarefa Combinada Conjunta neste
domingo.
A coalizão também atacou alvos próximos a Deir al Zor,
Ayn Isa, e Washiyah.
No Iraque, perto de Ramadi, sete ataques atingiram uma
unidade tática do Estado Islâmico e destruíram veículos táticos, além de
edifícios do Estado Islâmico.
Outros ataques atingiram perto de Fallujah, Kirkuk,
Kisik, Mosul, Qayyarah, Sinjar, Sultan Abdallah, e Tal Afar, disse o comunicado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário