Os nove postos, na cidade e zona rural, têm o mesmo padrão – tamanho, estrutura interna. De acordo com suas placas de obra, também tem o mesmo orçamento individual de R$ 260.000,00 e começaram na mesma data, isto é, 10 de maio de 2012.
Em comum eles também dividem o mesmo problema – nunca foram entregues pelo Governo Cuidando de Nossa Gente para que a população faça uso deles.
Ao longo de todo este tempo a prefeitura vem justificando o atraso na entrega das obras com falta de liberação de recursos por parte do Governo Federal. Alega que toda vez que recebe algum dinheiro as obras avançam um pouquinho mais. Nós voltamos a visitar alguns destes postos para ver de perto o que realmente avançou.
No do residencial Trizidela já tem piso cerâmico, janelas e algumas portas, porém 1.000 famílias, como a de dona Maria Antonia Santiago, continuam tendo que se deslocar quilômetros em busca de atendimento de saúde.
“é bom que agora eles comecem funcionar pra gente ter facilidade de em vez de ir lá no outro Codó a gente já se consulta aqui né…DAQUI FICA LONGE? Fica, com certeza”, reclamou a dona de casa
NA PORTA DE CASA, MAS TÃO DISTANTE
Visitamos também o que fica na divisa dos bairros São Pedro e Nova Jerusalém (estrada da Colônia). Constatamos a mesma situação praticamente, não muito diferente de meses atrás.
No da Vila Fomento, próximo ao matadouro público, tem forro em alguns cômodos, piso, mas ainda falta muito – portas, banheiros, pintura. Difícil para o morador vizinho prevê quando terá posto funcionando.
Dona Deusa Vieira dos Santos gosta de visita-lo, vez por outra, mas também já perdeu o otimismo.
“QUANDO É QUE ISSO AÍ INAUGURA? Sei lá quando é, daqui pra 2015, que eu to dizendo depois da eleição eles vão inaugurar, mas antes (…) Isso aí o povo já devia tá usando aqui ciô, dois anos né brincadeira não”, criticou a aposentada
Outro fato constatado por nossa equipe é que em nenhum dos postos encontramos pessoas trabalhando quando de nossa visita no último dia 13 de junho, o que deixa a população ainda mais desanimada.
PALAVRA DO GOVERNO
O novo secretário de Saúde, Ricardo Torres, informou, por meio da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, que o município está tentando conciliar o andamento das obras (o reinício dos trabalhos) com a chegada dos recursos para equipar estes postos uma vez que depois de concluídos o Governo Federal estipula um prazo para colocá-los em pleno funcionamento.
A portaria de liberação dos recursos para compra de equipamentos foi publicada há cerca de 15 dias e logo o município entrará em processo licitatório.
Nada foi informado sobre prazo de inauguração dos 9 postos desta reportagem.
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