Segundo
a PF, no início deste mês, agentes monitoraram o local e os passos de Araújo
durante aproximadamente sete dias. Com os mesmos moldes de esquemas destinados
a chefes de estado, o procedimento de segurança mobilizou agentes na
residência, localizada no bairro Assunção, Zona Sul da capital gaúcha.
Via
assessoria, a PF informou que a motivação e a origem da suposta ameaça são
informações "reservadas". A corporação garante que qualquer tipo de
risco a Araújo já foi descartado e controle da segurança no local voltou ao
patamar normal.
De
acordo com informações do Ministério da Justiça, a suspeita foi repassada à PF
pela área de inteligência do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), após
um iraniano que estava preso no Paraná falar a um agente penitenciário sobre um
suposto plano para raptar Araújo, que estaria sendo arquitetado por presos que
integrariam uma facção criminosa. O estrangeiro foi transferido para um
presídio em Mossoró, no Rio Grande do Norte.
O
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a PF acompanhasse
Araújo. Por fim, a polícia apurou que a informação não procedia e suspendeu o
esquema de segurança na capital gaúcha. Ainda segundo informações da pasta,
investigadores descobriram que o preso iraniano é conhecido entre agentes
penitenciários por tentar plantar informações falsas, com o objetivo de
negociar sua deportação.
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