| Secretária Rosina Benvindo |
Procuramos ontem (30), pela manhã, a
secretária municipal de Educação, Rosina Benvindo, para falarmos sobre
os temas que mais tenho batido recentemente – seletivo para contratação
de professores em número menor que a necessidade real do município,
salário de R$ 746,00 e ausência de 13º salário.
Fomos recebidos, educadamente, em seu
gabinete e as explicações começaram com o salário que, tenho publicado,
está aquém do piso nacional. Benvindo explicou que o salário exposto no
edital do seletivo (que também vinha sendo pago ano passado,
praticamente) corresponde à jornada de trabalho imposta aos educadores
codoenses que é de apenas 25 horas semanais.
Segundo a secretária, o piso nacional é
para quem trabalha 40 horas por semana. Dentro da proporcionalidade, ela
garantiu que o reajuste anunciado pelo governo será adicionado ao
contracheque de todos os contratados (incluindo a turma aprovada no
seletivo em andamento).
“R$ 1.697 é para uma carga horária de 40
horas e nós de Codó não aplicamos 40 horas e sim 25h, logo o salário
deve ser proporcional”
“Nós colocamos o valor de R$ 746 no
seletivo porque ainda não temos a confirmação do MEC para o novo valor
que será pago para o professor, logo que tivermos a confirmação o
aumento que for dado pelo MEC o professor contratado também terá esta
mesma porcentagem. Se for de 8,32% nós vamos dar o aumento que vai
corresponder à R$ 808,00 e não ao de R$ 746,00”, explicou a secretária
NÚMERO DE VAGAS
Sobre críticas a respeito do município
precisar de mais de 800 contratados e só abrir seletivo para 265, fez os
seguintes esclarecimentos:
“Observe bem que o seletivo tem as vagas
e tem duas vezes o número de excedentes. A gente não pode colocar duas
vezes o número porque todo concurso tem excedentes, então se você pega
esse valor aí e multiplica por dois, nós vamos se aproximar de 800”
“A gente tem sempre uma diferença de
matrícula de um ano pra outro. Pode ser que a gente tenha mais, pode ser
que a gente tenha menos então a gente não pode arriscar de contratar um
número maior de professores para o número de salas que a gente talvez
não disponha”, concluiu
13º SALÁRIO DOS CONTRATADOS
Perguntamos sobre o reclamado 13º dos
professores contratados (831 ano passado), a professora preferiu não
comprometer-se em sua resposta alegando que não depende só dela.
“Ainda não foi pago, não posso te
afirmar isso porque não depende só de mim, depende do financeiro, do
prefeito, que ele que é o gestor maior, então ele e o financeiro é que
vão responder se é possível ou não’, afirmou
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