A polícia civil do Maranhão, por meio da delegacia de Coelho Neto, prendeu preventivamente, na manhã desta terça-feira (14), o professor de música Alexandro Couto Basto, de 47 anos, conhecido como “Alex”. Ele é investigado por suspeita de estuprar e engravidar uma adolescente de 14 anos.
Segundo as investigações, o crime teria ocorrido por volta das 23h do dia 11 de fevereiro deste ano. De acordo com interlocutores da polícia, Alexandro teria atraído a adolescente sob o pretexto de um ensaio da banda de brigadistas da qual é responsável. Em seguida, o ensaio foi cancelado e parte do grupo decidiu ir até Duque Bacelar para fazer um lanche.
O deslocamento foi realizado em motocicletas. No retorno, o investigado teria oferecido uma carona à adolescente, alegando que a levaria para a casa. Durante o trajeto, conforme o inquérito policial, ele passou a tocar nas partes intimas da vítima e desviou o percurso para uma área de mata nas proximidades de um parque de vaquejadas, às margens da MA-034, no sentido de Duque Bacelar, onde o estupro teria sido praticado.
Após o ocorrido, a adolescente não contou o que havia acontecido à mãe, mas confidenciou o caso a uma amiga. Cerca de dois meses depois, ela começou a passar mal e procurou atendimento médico. Durante a consulta, foi constatada a gravidez. Com a confirmação da gestação, a amiga decidiu relatar o caso à mãe da adolescente. A vítima afirmou que permaneceu em silêncio por medo. Diante da denúncia, a mãe procurou a delegacia e registrou a ocorrência.
No decorrer das investigações, a justiça concedeu, no mês de junho, uma medida protetiva de urgência em favor da adolescente. Além disso, o juiz titular da 1ª Vara Criminal de Coelho Neto, Francisco Crisanto de Moura, determinou o afastamento imediato de Alexandro de qualquer atividade educacional ou musical que envolvesse crianças e adolescentes. Em cumprimento à decisão judicial, o investigado foi exonerado do cargo de professor da secretaria municipal de Educação coelhonetense.
A prisão preventiva foi decretada pela 1ª Vara de Justiça após representação do Ministério Público Estadual. Conforme a polícia, a medida foi motivada por indícios de que Alexandro estaria coagindo testemunhas e tentando interferir no andamento das investigações. Alexandro era aguardado na delegacia de Coelho Neto, mas ao saber da ordem de prisão, se apresentou na delegacia regional de Caxias, acompanhado de advogado. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado à Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Caxias, permanecendo à disposição do Poder Judiciário.
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