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terça-feira, 17 de março de 2026

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: O Setor Privado pode atuar no SUS?

Você sabia que, embora o Sistema Único de Saúde (SUS) seja público, ele pode contratar hospitais e clínicas particulares para atender a população? Muita gente acredita que o governo pode escolher livremente entre construir um hospital ou contratar um particular, mas a lei não funciona bem assim. De acordo com a nossa Constituição, a participação de empresas privadas no SUS deve ser sempre complementar.

A regra de ouro é: o Governo deve prestar o serviço de saúde diretamente. A contratação de um hospital privado é a exceção, não a regra. Para que um gestor público (como um Prefeito ou Secretário de Saúde) contrate o setor privado, ele precisa provar que: (i) A rede pública daquela região não é suficiente para atender todo mundo; (ii) Faltam equipamentos, profissionais ou estrutura técnica; (iii) Não é possível ampliar a rede própria em tempo hábil para atender a urgência da população. Portanto, não se contrata o privado por conveniência, mas por necessidade comprovada.

O governo não pode simplesmente escolher o hospital de um amigo. Como se trata de dinheiro público, o processo precisa ser transparente e seguir etapas rigorosas: (i) É necessário realizar um processo de seleção aberto e objetivo para garantir que a administração escolha a melhor proposta; (ii) Tudo deve ser registrado em um contrato administrativo ou convênio, detalhando o que será feito e quanto será pago; (iii) A lei é clara: se um hospital particular comum e uma Santa Casa (entidade sem fins lucrativos) oferecerem o mesmo serviço, a preferência deve ser sempre da entidade filantrópica.

Engana-se quem pensa que, por ser uma empresa privada, o hospital pode ditar suas próprias regras ao atender pelo SUS. Ao assinar o contrato, a instituição passa a fazer parte da rede pública e deve: (i) Atuar conforme o planejamento da cidade; (ii) Seguir as normas técnicas e tratamentos aprovados pelo Ministério da Saúde; (iii) O gestor público tem o dever de fiscalizar, avaliar a qualidade do serviço e aplicar multas caso o contrato não seja cumprido.

Conclusão

A parceria com o setor privado é uma ferramenta importante para que ninguém fique sem atendimento quando os hospitais públicos estão lotados ou sobrecarregados. No entanto, o governo continua sendo o grande responsável pela saúde, garantindo que o dinheiro público seja usado com transparência e foco total no bem-estar do cidadão.

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