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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Terremoto na Turquia e na Síria deixa ao menos 600 mortos

(Burcin Gercek/AFP)
(Burcin Gercek/AFP)

Um terremoto de magnitude 7,8 sacudiu o sul da Turquia e o norte da Síria, deixando centenas de mortos e milhares de feridos, além de danos significativos, segundo os primeiros balanços.

Ao menos 284 pessoas morreram na Turquia e mais de 2.320 ficaram feridas, segundo o último balanço divulgado pelo vice-presidente turco, Fuat Oktay.

Mais de mil prédios desabaram completamente, o que sugere um número de vítimas muito maior, acrescentou.

Na vizinha Síria, quase 400 pessoas perderam a vida. Segundo a televisão síria, 239 pessoas morreram e 648 ficaram feridas no desabamento de casas em várias cidades, incluindo Aleppo (norte), a segunda maior cidade da Síria. Também houve vítimas em Hama (centro) e em Lataquia e Tartus, na costa do Mediterrâneo.

Um balanço anterior apontava 237 mortes em áreas sob controle do regime sírio.

Nas regiões nas mãos dos rebeldes, perto da Turquia, são os Capacetes Brancos - socorristas que se mobilizam nessas áreas - que contabilizam as vítimas.

"Cento e quarenta e sete mortos e mais de 340 feridos segundo um balanço provisório na província de Idlib e arredores de Aleppo", no norte do país, anunciaram os Capacetes Brancos no Twitter.

O tremor foi sentido às 04h17 (22h17 de domingo, no horário de Brasília) e ocorreu a uma profundidade de 17,9 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O epicentro foi localizado no distrito de Pazarcik, na província de Kahramanmaras, no sudeste da Turquia, a cerca de 60 km da fronteira com a Síria.

É muito provável que o saldo aumente rapidamente, levando em conta o número de prédios desabados nas cidades mais afetadas, como Adana, Gaziantep, Sanliurfa e Diayarbakir, no sudeste da Turquia.

Devido ao horário do terremoto, de madrugada, a maioria das pessoas estava dormindo em suas casas.

"Minha irmã e seus três filhos estão sob os escombros. Também seu marido, seu sogro e sua sogra. Sete membros da nossa família estão sob os escombros", disse à AFP Muhittin Orakci, ao testemunhar as operações de resgate em frente a um prédio em ruínas em Diyarbakir.

"A irmã dele ainda está sob os escombros", disse uma mulher, apontando para outra vítima inconsolável na mesma cidade.

Por questões de segurança, o gás foi cortado em toda a região, devido a tremores secundários que poderiam gerar explosões.

Este é o maior terremoto na Turquia desde 17 de agosto de 1999, que causou 17.000 mortes, mil delas em Istambul.

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