quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Veja o trabalho da PF na prisão de um dos maiores Hackers do Brasil

Veja o trabalho da PF na prisão de um dos maiores Hackers do Brasil, que aconteceu no dia 3 de fevereiro.

A Operação Creeper, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (3), resultou na prisão de um hacker que vinha sendo investigado por invadir contas bancárias. Na casa dele, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, os policiais encontraram uma quantia de 7,2 milhões em espécie.

O homem de 32 anos é considerado pela Polícia Federal um dos hackers mais atuantes do Brasil. De acordo com a PF, ele é o responsável por elaborar e manter um programa que enviava links para clientes de bancos federais, a fim de roubar dados pessoais e retirar dinheiro de contas. Apesar de ser investigado por cinco crimes associados à essa prática (invasão de dispositivo de informática, furto e furto qualificado mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro), o hacker não foi preso por nenhum desses delitos, mas sim porque nos endereços ligados a ele foram encontrados anabolizantes sem o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ao todo, 40 policiais federais participaram da operação desta quarta, cujo nome faz referência ao primeiro vírus de computador identificado no mundo. Foram cumpridos oito mandados de prisão nas cidades de Cachoeiro, Guarapari e São Paulo. Todos os endereços estão ligados ao hacker. Conforme explicou o delegado Leonardo Rabelo, os clientes de bancos federais tornavam-se vítimas do golpe ao clicar no link enviado pelo suspeito. Por meio desse mecanismo, o homem roubava os dados e os utilizava para ter acesso aos valores em contas.

A fraude foi descoberta por meio da Força Tarefa Tentáculos, que consiste em uma parceria entre a Polícia Federal e instituições financeiras para atuar justamente no combate às fraudes bancárias. As primeiras descobertas foram feitas em contas da Caixa Econômica Federal. Depois, a PF rastreou também os golpes em contas de outros bancos. Um relatório sobre tais informações foi produzido pela Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos, sediada em Brasília.

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