sexta-feira, 10 de julho de 2020

Polícia Civil faz busca e apreensão em endereços de Abdon Murad Jr.

A Polícia Civil do Maranhão aprendeu hoje (10), em condomínios de luxo em São Luís, documentos, computadores, pen drives e celulares do médico Abdon Murad Júnior.
Ele foi o alvo da Operação Ramsés, deflagrada após investigações apontarem suspeitas de que o dono da AMJ Participações poderia ser o autor de golpes milionários em investidores de todo o país.
Segundo a polícia, o esquema investigado pode ser uma das maiores fraudes financeiras do Brasil, com movimentações estimadas em mais de R$ 500 milhões.
Durante a operação, a polícia esteve em dois endereços de Abdon Júnior na Península, além de uma residência onde já teria funcionado a sede da AMJ Participações.
Tornozeleira
Desde o mês de junho, por decisão do juiz Francisco Ferreira Lima, da Central de Inquéritos, Abdon Júnior foi obrigado a entregar seu passaporte e a usar tornozeleira eletrônica. Ele também está proibido de se ausentar de São Luís.
O médico é apontado como responsável pela Abdon Murad Júnior Participações e Empreendimentos Imobiliários e pelo fundo AMJ Participações. Além de ações na Justiça, ele figura neste inquérito na Polícia Civil e foi chamado a depor em sindicância aberta no Tribunal de Justiça para apurar o caso.
No caso do TJ, o procedimento foi aberto após informação de que juízes e desembargadores mantinham “investimentos” no “negócio”. O caso foi revelado em depoimento do proprietário de outra suposta pirâmide, Pedro Henrique de Sampaio, da PH Participações.
Segundo PH, promotores também investiram com Abdon Júnior. Há informações de que vários políticos também mantinham “investimentos” nas duas corretoras.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o médico é apontado como responsável por captar altos valores financeiros de terceiros, com o argumento de realizar investimento em mercado de capitais. A polícia investiga o número de vítimas prejudicadas com a suposta fraude. “Há casos de pessoas que chegaram a perder milhões no esquema”, informa o delegado Jânio Pacheco. A apuração policial identificou ligação da pirâmide do médico com outra que era aplicada no Rio de Janeiro. 
Outros envolvidos neste esquema e mais quatro casos de pirâmides estão sob investigação policial. O autor pode responder pelos crimes de estelionato, crime contra economia popular e evasão de divisas. A investigação foi conduzida pela Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), por meio da Delegacia Especializada de Defraudações e Delegacia do Vinhais, com apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).
Outro lado
Em recente manifestação ao Uol, Abdon Jr. disse que precisaria de tempo para preparar uma resposta capaz de esclarecer “uma história de 10 anos de investimentos”. Mas, segundo o portal, não encaminhou tal manifestação.

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