quarta-feira, 24 de junho de 2020

“A SAÚDE DE CODÓ É UM VERDADEIRO MATADOURO HUMANO” RELATA JOVEM CODOENSE

O texto abaixo foi enviado ao BLOG DO MAYLSON REIS por meio da jovem Carolline Reis, filha do senhor Ivan Oliveira reis, 56 anos. Segundo os relatos abaixo, o cidadão foi tratado de forma desumana pela saúde de Codó, Veja os relatos abaixo: “Não queria tocar nesse assunto, mas é algo que não está me deixando dormir e nem com o coração em paz, uma vez que praticamente nada foi feito para meu pai se encontrar vivo e ao nosso lado em nossa casa. Preciso desabafar para que outras famílias que necessitarão do HGM de Codó, não vivam essa angústia e descaso que vivemos.  O HGM é um verdadeiro matadouro humano, é assim que deve ser chamado, pois lá não tratam os pacientes com amor e profissionalismo, e sim como bichos. É desumano o serviço prestado. Os pacientes que ali chegam são maltratados e humilhados pelos profissionais.  Aqui relatarei a inexplicável experiência que infelizmente passamos. Dia 18/06 (quinta feira) meu pai sentiu uma dor abdominal intensa que não passava com medicações comuns, devido a mesma ser por uma hérnia abdominal. Ele não conseguia se mover, e após algumas horas com muita dificuldade o levaram para a unidade. Ao chegar lá foi atendido pelo plantonista clínico geral, que passou medicações para a dor, que até então somente amenizou, e pediu para que ele (meu pai) ficasse tentando colocar a hérnia no lugar. A partir daí começa os absurdos, ele doente, que não conseguia mexer praticamente nada do corpo, ter que ficar tentando colocar a hérnia no lugar. Passou a madrugada com dores e claro, sem conseguir reduzir a hérnia. Amanheceu o dia, e após mais algumas horas o cirurgião plantonista, avalia e nos informa que teríamos que fazer uma cirurgia de urgência,  se não ele morreria pelo risco da hérnia ter comprometido alças. Informo que meu pai era cardíaco, tinha uma saúde fragilizada, sendo um paciente de risco, que talvez não aguentaria passar por nenhum tipo de cirurgia, mas ou a gente arriscava ou ele morreria ali pela situação que se encontrava. De coração, agradecemos ao cirurgião pela a cirurgia em si, fez e deu tudo certo, meu paizinho saiu da sala de cirurgia lúcido e aparentemente bem. Comemoramos sem saber o que viveríamos posteriormente. Então começaria mais uma vez outro drama. Os maqueiros que o traziam pós operação, não sabiam nem onde colocá-lo, estavam olhando um pro outro e dizendo: “onde vamos colocar ele?” Inacreditável!  Meu pai no meio do corredor e sem rumo. Até que arrumaram um quarto. O médico sai da sala de cirurgia, passa pela família e se quer informa sobre o procedimento. Apenas fez a “obrigação” dele e foi embora. Volto a repetir, agradecemos pelo o ato cirúrgico. Finalizamos a sexta feira (19) bem.  Chegamos ao pior dia da minha vida, dia do óbito do meu pai, sábado (20) de junho. Eram 3 da tarde, repito, 3 DA TARDE, e meu pai não recebeu uma visita médica nos pós operatório, uma avaliação, uma evolução, NADA. Apenas enfermeiros e técnicos  trocando soros e tratando mal minha mãe, que estava ali como acompanhante.  Um paciente de risco, cardiopata, saúde comprometida, sem o mínimo de atenção e cuidados. A partir daí, então minha mãe e minha tia loja virtual foram atrás de médicos e não tinha, correram o hospital inteiro atrás de alguém para olhar meu pai e nada…foram atrás das enfermeiras de plantão não tinha uma pra ir olhar ele, e quando encontrava alguma delas as tratavam mal, com ignorância. Meu pai, já nos últimos momentos de vida, “gelado” pela pressão baixíssima e respiração ofegante. Não precisava ser médico nem enfermeiro, quem o via sabia que estava grave. Pasmem, as enfermeiras diziam que era o ventilador que tava deixando ele gelado, mas se quer, tiveram a humanidade de aferir a pressão dele, por pura irresponsabilidade e incompetência. Ele já estava precisando de oxigênio urgente, pedimos para uma enfermeira buscar o quanto antes o oxigênio, a tal moça que se diz ser enfermeira saiu atrás do aparelho, e minha tia após alguns minutos, no desespero e pela demora dela, a encontra batendo papo com a colega de trabalho muito bem tranquila, enquanto meu pai morria naquela sala imunda, sem a ajuda de ninguém. O médico de plantão chegou no hospital as 15h, ele só foi ver meu pai quando ele já estava morrendo, o trabalho de reanimação que ele fez não durou 10 minutos, mal entrou e já saiu da sala. Temos certeza que não chegou a entubar para tentar salvar a vida dele, não realizou o protocolo necessário. Mais uma vez, pasmem, o tal médico sai do leito, em um ato desumano, irresponsável, descompromissado com a vida dos pacientes, não informa sobre o óbito. Tudo um pesadelo, minha mãe ouviu a morte do seu marido, por uma técnica de enfermagem, que com pena avisou da tragédia. Desta forma, meu anjo hoje no céu, veio a óbito nas mãos daquela equipe de monstros, que nenhum momento tentou salvar ou se importou com a vida dele.  Fica aqui minha indignação e a pior experiência das nossas vidas naquele lugar que se diz ser hospital. Foi totalmente desumano o que fizeram com meu pai, ao responsável pelo hospital, peço que Deus toque teu coração, que repense sobre o valor de uma vida, e que mude urgente sua equipe de saúde, com tudo que tiver direito. As situações sanitárias, estruturais e de mão de obra que se encontra no HGM, não pode ficar desta forma. O correto é fechar!  Como meu sogro sempre fala, que para ser médico ou trabalhar em qualquer área da saúde, o profissional tem que ser GENTE e gostar de GENTE, tem que ter amor e responsabilidade a sua profissão.  Para as pessoas que moram em Codó, rezem e lutem para não ficarem doentes, uma vez que aquele hospital é uma incerteza, que se volta ou não vivo para casa. Meu pai não voltou. Está no céu, e de lá nos iluminando. Peço em orações, para que Deus dê saúde a todos. Nada irá trazer meu pai de volta, mas a verdade tem que ser dita, para que outros pais não morram.  Pai, te amo para sempre, tentamos fazer tudo que estava a nosso poder, infelizmente foi tudo tão rápido. O que me conforta, é saber que você está ao lado de Deus, olhando e protegendo nossa família, assim como fazia na terra. Que a partir de agora, possamos entender e aceitar a saudade que será diária”.

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