Uma
equipe da Polícia Federal está dentro da agência do INSS na avenida
João XXIII, na zona Leste de Teresina. O local permanece fechado e deve
ser aberto somente às 9h.
As investigações tiveram início em 2018,
a partir de Relatórios produzidos pela Coordenação Geral de
Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial
de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia – órgão integrante
da Força tarefa Previdenciária – que apontaram irregularidades em
transferências de benefícios previdenciários do Maranhão para o Piauí.
A quadrilha, formada por estelionatários
e servidores públicos, falsificava documentos em nome dos beneficiários
falecidos, abria contas bancárias e, posteriormente, servidores do INSS
integrantes da quadrilha transferiam os benefícios do Estado do
Maranhão para Teresina.
De acordo com as investigações, 639
benefícios previdenciários fraudados foram identificados. A Justiça
Federal determinou a imediata suspensão destes benefícios, medida que
evitará um prejuízo futuro estimado em R$ 80 milhões.
Também determinou a apreensão de
veículos, o bloqueio das contas bancárias dos presos e a suspensão do
exercício da função pública para os servidores do INSS.
Desde às 5h30 da manhã, 125 policiais
dos estados circulam Estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do
Norte, Paraíba e Pernambuco participam da operação.
Os investigados deverão responder pelos
crimes de associação criminosa (artigo 288 do CPB), estelionato
qualificado (artigo 171, § 3º, do CPB), falsidade ideológica (artigo 299
do CPB), uso de documento falso (artigo 304 do CPB), corrupção passiva
(artigo 317, §1º, do CPB) e corrupção ativa (artigo 333, p. u., do CPB).
Será concedida entrevista coletiva hoje, às 10hs, no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal em Teresina.
Mesma operação no Sul do Estado
A Polícia Federal já havia deflagrado
uma operação ontem(14) no Sul do país com o mesmo objetivo.
A Operação
Octopus, aconteceu nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa
Catarina, para desarticular uma organização criminosa (Orcrim)
especializada em fraudar aposentadorias por idade, por tempo de
contribuição e pensões por morte.
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