delação-bomba do ex-chefe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Tiago Bardal.
Segundo declarado pelo delegado à 2ª
Vara Criminal de São Luís, em depoimento colhido no mês passado, o
secretário estadual da Segurança Pública, Jefferson Portela, mandou
abrir investigação, com o objetivo de prender, pelo menos quatro
desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão: Froz Sobrinho,
Tyrone Silva, Guerreiro Júnior e Nelma Sarney.
Até o momento, nenhum dos magistrados, nem Portela, se manifestaram oficialmente a respeito do assunto.
Para Edilázio, contudo, é preciso que
haja uma investigação isenta e enérgica para apurar o caso. Ele cobrou
um posicionamento do Ministério Público, também em silêncio
institucional sobre a delação-bomba de Bardal, e revelou que solicitará a
Moro a apuração do depoimento.
“Como não há possibilidade de haver
isenção numa apuração a nível estadual. Vou encaminhar essa semana um
ofício ao ministro Sergio Moro, para que ele tome conhecimento desse
vídeo do Thiago Bardal, e, se assim entender, que coloque a Polícia
Federal para apurar os indícios”, disse.
Neste caso, havendo determinação de Moro
para abertura de inquérito pela PF, não apenas o trecho em que Tiago
Bardal diz ter recebido ordens de Portela para investigar
desembargadores com o objetivo de prendê-los, como outros trechos do
depoimento do ex-chefe da Seic, inclusive o relacionado ao Caso Décio Sá, também podem ser investigados.
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