Na população, o sentimento é
de revolta com o fechamento do Hospital, algo que, segundo os
maranhenses, só aconteceu porque o atual governador não foi bem votado
nos municípios circunvizinhos, tendo por exemplo em Matões, apenas 35%
dos votos.
“O governador Flávio Dino não sabe o que é um Hospital
pra gente como a gente. Ele não sabe porque ele tem dinheiro pra pagar. O
pobre não: o pobre só tem ali, pra fazer a cirurgia. Agora, se Deus
livre acontecer alguma coisa, tenho que ir pra outro município…mas como?
Se às vezes, nem o dinheiro do pão a gente tem? Ele só fez isso porque
não foi bem votado nem aqui nem nos municípios que ficam perto do
Hospital”, desabafou Raimundo Pereira, lavrador aposentado.
Ao
ouvir os anseios da população, o deputado Wellington afirmou já ter
adotado as devidas providências. “Flávio Dino não sabe a realidade do
povo do Maranhão. Só um governador muito alienado fecharia um hospital
que atende mais de 14 municípios. Se é apenas para a reforma, por que
não fez algo gradativo? Por que de forma tão abrupta? E outra, mais uma
vez eu tento ensinar Flávio Dino aquilo que ele ainda não entendeu: o
governo do Maranhão não é a casa dele. Se está em reforma, onde está a
placa com os valores que serão gastos? Onde está o nome do responsável e
a origem dos recursos? Ou será se isso é apenas mais uma ‘desculpa’
para um dos desvios milionários da saúde pública do Maranhão? Flávio
Dino fechou Hospital de Matões do Norte e quem sofre é a população. Isso
não vai ficar assim. Já adotei as providências cabíveis e continuamos à
disposição”, afirmou Wellington.
Entre as providências, o
deputado Wellington apresentou uma representação em desfavor do estado
do Maranhão para que a Promotoria da Saúde atue no caso. O Hospital
Regional de Matões atendia os municípios de Anajatuba, Arari, Belagua,
Cantanhede, Itapecuru, Matões do Norte, Miranda, Nina Rodrigues,
Pirapemas, Presidente Vargas, São Benedito do Rio Preto, Urbanos Santos,
Vargem Grande e Vitória do Mearim.
Em Matões do Norte, o
governador Flávio Dino teve apenas 35% dos votos; em Pirapemas, o
percentual cai para 32%; já em Cantanhede, os votos conquistados
equivalem a 41%; em Miranda do Norte e Anajatuba, são de 43% e 44%,
respectivamente. Nos municípios antes atendidos pelo Hospital Flávio
Dino não conquistou nem metade do eleitorado, motivo esse que faz com
que a população que o comunista apenas tenha fechado o Hospital Regional
para se vingar.
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