| Vereador e policial civil, Julierme Sena dispara: "De promessas e discursos, os policiais civis cearenses já estão cheios" |
Apesar do
Estado do Ceará comemorar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e
o destaque como o estado brasileiro que mais fez investimentos
públicos, em 2017. É o mesmo estado que paga muito mal seus inspetores e
escrivães de polícia civil. No ranking salarial referente aos subsídios
dos policiais civis, o Ceará ocupa a triste 25ª posição. O dado é da
Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), que
divulgou dia 1º de fevereiro, o novo ranking salarial da polícia civil
em cada estado brasileiro.
“Além da
questão salarial, temos o terceiro pior efetivo proporcional do país.
Nós queremos saber quando teremos a melhor Polícia Civil do Brasil. O
Governo do Estado do Ceará precisa começar a apresentar quando e de que
forma, esse compromisso será cumprido. De promessas e discursos, os
policiais cearenses já estão cheios”, afirma Julierme Sena, policial
civil e vereador de Fortaleza.
A tabela da
Confederação também apresenta os salários inicial e final nos estados,
bem como destaca o efetivo e faz uma relação proporcional com a sua
população. No Ceará, o efetivo é de 3.100 policiais civis, com o salário
inicial de R$ 3.434,54 e o salário final de R$ 6.665,25. De todos os 27
estados da federação, o Ceará fica na frente apenas de Rondônia e
Paraíba.
Inferior
O policial
civil tem funções complexas, de alto risco e para exercer o cargo, é
exigido de nível superior. Para Julierme, os requisitos e as funções
exercidas no Ceará, são incompatíveis com o salário. “A prova disso, são
as diferenças abissais dentro dos estados”. Na Bahia, por exemplo, além
de um efetivo de 8.512 policiais civis, o salário inicial é de 4.859,00
e o salário final R$ 7.215,00. Já no Distrito Federal, são 4 mil
policiais civis, com um salário inicial de R$ 7.514,33 e final
13.751,51.
Dentro das
regiões Norte e Nordeste, o salário do policial civil cearense é
inferior a 11 dos 16 Estados: Amazonas, Pará, Alagoas, Sergipe, Rio
Grande do Norte, Roraima, Acre, Pernambuco, Piauí, Amapá e Bahia.
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