Por Clara Sasse/Agência Rádio MAIS
O Maranhão é o 6º pior estado do país em
coleta de esgoto com recolhimento de pouco mais de 12% do que é
produzido. Desse total, apenas 13% é tratado. Os dados, que são do
Instituto Trata Brasil, apontam ainda que a capital, São Luís, trata
somente 11% do esgoto produzido na cidade.
Segundo o estudo, a média no estado
maranhense é menor do que a praticada na região. O Nordeste coleta quase
27% do esgoto produzido e trata mais de 36% desse total.
Na visão do especialista Pedro Scazufca,
economista e consultor do Trata Brasil, é preciso investir em três
pontos para melhorar a qualidade do saneamento básico no país.
“São três pontos. Que é a boa regulação
de serviço, sobre a centralização e o aumento do papel da ANA (Agência
Nacional de Águas). Maior eficiência na prestação do serviço, e vale
tanto para empresas públicas e privadas e o terceiro é o de planejamento
que hoje uma boa parte, cerca de metade dos municípios do Brasil, ainda
não tem plano municipal de saneamento”, afirma.
Atualmente, no Brasil, mais de 100
milhões de pessoas não têm acesso à coleta de esgoto. Os dados, também
do Instituto Trata Brasil, revelam que apenas 44,92% dos esgotos do país
são tratados. Além disso, a média das 100 maiores cidades brasileiras
em tratamento dos esgotos foi de 50,26%.
Projeto de Lei
Para tentar amenizar a falta de coleta e
tratamento de esgoto nas cidades do país, o PL 10.996/2018, em análise
no Congresso Nacional, pretende dar espaço para a iniciativa privada
atuar no setor. A matéria quer atribuir à Agência Nacional de Águas
competência para editar normas sobre o serviço de saneamento.
O autor da proposta, deputado Hildo
Rocha (MDB-MA), explica que o objetivo é garantir que a população mais
pobre também tenha acesso ao sistema de saneamento completo.
“Nós fizemos esse projeto de lei que
cria a possibilidade de todos os municípios e estado estarem vinculados
com a Agência Nacional de Águas. E também possibilita que o capital
privado possa investir no saneamento tendo em vista que nós não temos
recursos públicos para investir no setor. Acredito que será feita a
tramitação normal e vamos trabalhar no sentido de fazer com que seja
aprovado”, declara.
A Câmara deve iniciar a discussão do
tema em uma comissão especial, o que agiliza o trâmite da matéria. Se
aprovada, poderá seguir diretamente para votação no Plenário da Casa.
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