O deputado César Pires vai colocar em discussão, em audiência pública
a ser realizada em fevereiro, o programa de benefícios fiscais adotado
pelo governo Flávio Dino. Ele pretende convidar representantes do ramo
atacadista e dos trabalhadores do setor para avaliar as consequências da
Lei 10576, de 10 de abril de 2017, que estaria provocando o fechamento
de estabelecimentos e o consequente desemprego de centenas de
maranhenses.
A Lei 10576 instituiu o Programa de Incentivo ao Desenvolvimento dos
Centros de Distribuição no estado do Maranhão, beneficiando somente
“estabelecimento comercial atacadista com capital social mínimo de R$
100 milhões e que gere 500 ou mais empregos diretos”. As empresas que se
encaixam nesse perfil têm direito a alíquota de 2% do ICMS, enquanto
que dos demais estabelecimentos é cobrado o percentual de 18%.
“Na época da votação desse projeto de lei do governo Flávio Dino, nós
alertamos que somente uma rede de supermercados no Maranhão seria
beneficiada, em detrimento de centenas de outras empresas que estavam
sendo massacradas com alíquota maior do ICMS. Mas o governo não nos deu
ouvido e hoje o que vemos é centenas de maranhenses ficarem
desempregados em decorrência da concorrência desleal que tem causado o
fechamento de vários estabelecimentos comerciais”, declarou César Pires,
após acompanhar a discussão que predominou nas redes sociais nesta
semana.
Para o parlamentar, é necessário debater essa questão gravíssima com
empresários e demais representantes do ramo atacadista, e principalmente
com os trabalhadores do setor, para avaliar a situação e buscar
soluções. Ele ressalta que o problema atinge todo o estado, já que a
única rede atacadista beneficiada por essa lei está abrindo lojas no
interior do Maranhão e destruindo os comerciantes locais.
“Não podemos aceitar inertes a falência de várias empresas que há
anos geravam divisas e empregos no Maranhão, e hoje estão sem condições
de funcionamento, pela concorrência desleal que se estabeleceu em nosso
estado”, enfatizou ele.
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