O inchaço da folha de
pagamento da Prefeitura de Bacabal com o intuito eleitoreiro, denunciado
diversas vezes pelo Blog do Sérgio Matias, a cada dia se evidencia com
as constantes demissões que vêm ocorrendo após as eleições.
Como se não bastasse a
ferrenha e humilhante perseguição aos servidores que votaram contra
Edvan Brandão (PSC), colocados no olho da rua sem sequer receber seus
salários, outros que na campanha haviam se declarado apoiadores do
prefeito eleito também estão recebendo cartão vermelho da atual gestão.
“O intuito deles não é
só se vingar daqueles que não se renderam as pressões e ameaças. Há o
objetivo de enxugar a folha e assim sobrar mais dinheiro para eles
pagarem despesas feitas na campanha”, disse indignada uma servidora
demitida que prefere não ter sua identidade revelada pois ainda nutre um
fio de esperança que possa receber seus dois meses de salários
atrasados.
“Tapa na cara”
Quem também foi
demitida, mas não teve medo de tornar pública sua revolta foi a
servidora Sônia Maria Carvalho, de 37 anos de idade, lotada na Uef
Centro do Cirilo, no povoado Centro do Cirilo, na baixada
bacabalense. Em seu perfil no Facebook ela fez um desabado com tom de
ironia agradecendo ao prefeito eleito pela demissão depois de tê-lo
acompanhado em todas as caminhadas e palestras de campanha, como você
leu acima.
Seu Messias
O mesmo sentimento de
desprezo foi sentido pelos demais servidores demitidos, como Manoel
Messias Bezerra Macedo, que há 22 anos prestava serviço no Hospital
Geral de Bacabal (Socorrão), e, mesmo sendo contratado, por seis gestões
municipais ininterruptas, de grupos políticos diferentes, permanecia
desempenhando suas funções normalmente.
No caso dele, as pessoas
ouvidas pelo blog foram unânimes em afirmar que Seu Messias, como todos
o chamam, tinha esmero no trabalho, sendo um dos mais assíduos.
Sua demissão foi
bastante sentida e reclamada pelos colegas do setor de Raio-X, médicos,
enfermeiros e demais servidores do Socorrão. “O diretor Jacó falou que é
uma questão de honra demitir quem não vestiu a camisa do 20 [número
utilizado por Edvan Brandão na urna eletrônica]”, disse um outro
servidor.
Do Sergio Matias


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