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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Soldado do Exército é denunciado por dirigir embriagado e matar uma pessoa

Acidente em BarrasO soldado do Exército, Denilson Sousa Cunha, foi denunciado pelo Ministério Público Militar por dirigir em estado de embriaguez o comboio do Exército que tombou provocando a morte do soldado do 2° Batalhão do Engenharia e Construção-BEC, Pedro Henrique de Morais Carvalho, de 18 anos. A denúncia foi encaminhada para a Justiça Militar no último dia 6 de junho.
Denilson era o motorista do comboio que capotou as margens da PI- 133 no dia 9 de julho de 2017. Ele respondeu a inquérito militar conduzido pelo 2º BEC que o indicia pelo artigo 279 do Código Penal Militar – “Dirigir veículo motorizado, sob administração militar na via pública, encontrando-se em estado de embriaguez, por bebida alcoólica, ou qualquer outro inebriante”.
Toda a movimentação do processo, desde a conclusão do inquérito e envio para o MPM, até a oferta da denúncia pelo promotor cearense Antônio Cerqueira, está publicada e disponibilizada para consulta processual pública no site do MPM. 
Convicto dos fatos apresentados pelo inquérito, o promotor encaminhou o caso para a Justiça Militar que decidirá se o denunciado será considerado réu no processo que já corre há cerca de um ano. Ainda na época do acidente a perícia realizada no local revelava a hipótese de falha humana, mas o caso foi conduzido em sigilo pelo Exército.

Família cobra respostas

Um ano após a morte, a família de Pedro Henrique ainda não tem explicações sobre as causas e nem recebeu nenhum auxílio do Exército e do poder público. O caso foi destaque no Jornal do Piauí da última segunda-feira (09).
A mãe do soldado, Amanda Santos, afirma com revolta que nunca recebeu um esclarecimento do Exército sobre o caso e diz que nunca recebeu nenhum benefício pela morte do filho, que morreu em serviço. O soldado estava com outros 25 militares no veículo, que saiu da estrada entre os municípios de Barras e Cabeceiras. “Entreguei meu filho lindo, alegre e cheio de sonhos e eles me entregaram morto”, disse a mãe.
 A família do soldado entrou com ação na 2ª Vara da Justiça Federal, em Teresina, pedindo que a mãe receba uma indenização, porém a decisão do juiz Marcio Braga Magalhães foi de que o caso não era de competência da Justiça Federal e sim do Juizado Especial Federal.

Exército

A assessoria de imprensa do 2° Batalhão do Engenharia e Construção-BEC informou que somente o comandante, coronel Alerrandro Leal Farias, que encontra-se em viagem, poderá dar declarações sobre o inquérito confeccionado pela organização. A assessoria reforça que o Exército tem somente o poder de investigação e que agora a Justiça conduzirá o processo para julgamento com base nas informações apresentadas.
O Cidadeverde.com tentou localizar o advogado de Denilson, mas até a publicação deste matéria momento não foi localizado. O portal reitera que está a inteira disponibilidade para futuros esclarecimentos da defesa do denunciado.

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