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Após ser preso, Francisco Oliveira afirma que foi vítima de abuso de autoridade

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Na madrugada da última terça-feira (12), o ex-repórter da FCTV Francisco Oliveira, foi preso por ter desacatado os policiais militares que teriam ido ao seu estabelecimento comercial após constatarem que o local estava possivelmente funcionando em horário não permitido.
Na manhã do mesmo dia, recebemos o material informativo da Policia Militar e publicamos em nosso blog (reveja), causando uma grande repercussão na cidade de Codó e região.
Nesta sexta-feira (16), o ex-repórter e agora empresário, Francisco Oliveira, usou sua página de notícias na internet (o correio codoense) para emitir sua versão do caso. Segundo ele, os militares abusaram da autoridade policial, inclusive lhe chamando de bandido e vagabundo.
Veja o relato na íntegra:
Venho por meio deste esclarecer sobre a notícia da minha condução à Delegacia, bastante massificada na imprensa e mídia digital pela Polícia Militar que a exibiu como um troféu. Por estar trabalhando durante todo o carnaval, não tive tempo de manifestar-me, porém, acompanhei esse teatro montado pela PM de Codó comandada pelo Jurandir Braga.
O teatro foi além das informações falsas levadas à imprensa pela polícia. Montaram um esquema, por motivos desconhecidos por mim, e até conseguiram fama, aplausos, referências por supostamente estarem cumprindo a LEI. Cumpriram sim a lei, a lei da mentira, do abuso de autoridade e várias outras condutas que não condizem com a missão e comportamento da Polícia Militar.
A PM espalhou que, ao passar em frente ao Altas Horas, o local estava em pleno funcionamento, suposta ação que teria lhe chamado atenção e motivado a parada e abordagem que, segundo os militares, teria causado outra infração que tacharam de desacato à autoridade. Não vou estender-me muito, apenas informar que essa equipe que esteve no Altas Horas não merece vestir aquele uniforme que deveria ser usado por pessoas integras, de boa índole e que saibam respeitar os cidadãos.
Todos os dias de carnaval o Altas Horas encerrou o atendimento ao público à meia-noite, assim também aconteceu na segunda-feira (12). Conforme mostra o vídeo do sistema de segurança da Cervejaria, às 4 horas da manhã de terça-feira não havia qualquer tipo de movimento no local, tampouco público nos ambientes interno e externo, nem a presença de funcionários.
O vídeo também mostra o horário em que eu, Francisco Oliveira, minha esposa e meu funcionário fomos até a Cervejaria, quando retornávamos do Corredor da Folia para lanchar, sem abertura para atendimento público. Eu como responsável pelo espaço posso entrar e sair do meu estabelecimento comercial a hora que entender necessário. Fui comprar um churrasquinho e quando retornei já encontrei um trio vestido de policiais gritando com meu funcionário, como não vi motivo para tal ação, quis saber do que se tratava – insistiram em dizer que o som estava ligado e incomodando.
Apesar de ver que não havia música da forma que estávamos sendo acusados, fechou-se a porta ficando, portanto, sem qualquer tipo de barulho externo, mas não adiantou, a PM tinha um objetivo e, a partir de então, passou a achincalhar-nos proferindo palavrões e me tachando de bandido. Pior que isso, gritaram imputando a mim a ‘função’ de vagabundo. Ao solicitar que me respeitassem, o policial partiu em minha direção com violência e me jogou dentro da viatura, tudo isso depois de pedir que me respeitassem após terem me chamado de vagabundo. E afirmaram que eu estava desacatando aquelas autoridades.
Bom, as imagens mostram a farsa desses policiais que tinham a intensão clara de me prejudicar. Sabiam o que estavam fazendo só esqueceram de averiguar antes se estavam sendo observados, além do casal de testemunhas que tentaram intimidar prometendo cadeia caso contassem o que viram. Conseguiram me levar para a delegacia e me colocaram numa cela fétida junto aos ratos, no chão molhado até as primeiras horas da manhã de terça-feira. Saí dali sem precisar da ajuda de ninguém porque tal abuso contra mim não duraria, visto que, não cometi crime nenhum para ter sido tratado como tal. Permaneci e permanecerei de cabeça erguida porque sou cidadão trabalhador. Foi o que expliquei aos meus filhos quando cheguei em casa ao perguntarem porque fui preso.
Mas não terminou. Acabou a farsa da PM, findou o teatro. Aquela equipe – esses sim se comportam como bandidos, vai responder na justiça pelo que fez – esse Solimar vai aprender que ele não é a Lei. Quero ver chamar de vagabundo sem arma e farda da PM, porque vagabundo é quem usa a farda de uma instituição como a Polícia Militar para humilhar as pessoas de bem, enquanto os marginais atuavam na cidade.
Obviamente que nem todos os policiais do 17º Batalhão de Codó agem como bandidos, tem muita gente decente com alto grau de profissionalismo e respeito às pessoas. A PM precisa de um comando sério que ensine seus comandados a tratar os cidadãos com dignidade, não de um comando ressentido.
Essas informações são para todos que tiveram acesso às informações deturpadas da Polícia Militar que vai responder por calúnia e difamação, e, principalmente, para aqueles julgadores que fizeram juízo de valores antes de ouvir os dois lados.
Bom fim de semana a todos!!!

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