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ALERTA – Codó registrou 34 casos suspeitos de Calazar em humanos e a morte de 1 criança vítima da doença

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Depois que um  cachorro é infectado pelo mosquito-palha, que transmite a doença Calazar,  demora entre 4 a 6 meses para desenvolver sintomas como emagrecimento rápido, feridas e sangramentos, crescimento das unhas, problema nos olhos, queda do pelo. Animais assim não são tão difíceis de serem vistos em Codó.
 “Rapaz, é orelha ferida, tipo uma coceira, soltando pelo, viu, então o gestor tem que tá conosco e, realmente,  eliminar”, disse-nos o mecânico Fernando Jesus da Silva, em área próxima ao Mercado Central
Como não sabem de que doença está acometido o cão que perambula livremente, os moradores pensam logo no pior – Calazar que pode ser transmitido para seres humanos.
“Fico com medo porque se for o Calazar e aí o mosquito pega morde o cachorro, morde a gente, aí vai adoecer, aí fica difícil pra se tratar imagine eu que já sou doente mesmo, né, e aí tem um problema como é que eu vou fazer?”, questionou a dona de casa Maria Zélia da Silva Moreira, no residencial Trizidela
1 MORTE, 34 NOTIFICAÇÕES
 É preciso mesmo se preocupar. Dados da Secretaria de Saúde mostram que este ano Codó já notificou 34 casos de Calazar em humanos. 4 ainda estão aguardando resultado, 12 foram descartados, mas 18 casos voltaram do laboratório com diagnóstico positivo. A doença é grave e pode levar à morte, tanto que este ano uma criança morreu vítima da doença na zona rural.
Muitos estão assustados com o número de pessoas com Calazar.
 ‘To mundo tem medo da doença, além disso a saúde é precária na nossa cidade, fica difícil até de consultar de procurar um médico porque logo a gente não tem condição de comprar remédio de tudo, não tem remédio pra pobreza e daí já começa né…TEM QUE TIRAR OS Câes? Tem que tirar”, afirmou a costureira Maria da Conceição Barbosa Silva
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Karen Cruz,  disse que o município está atento ao problema e que está, atualmente, realizando o chamado inquérito canino que visa identificar cães doentes e eliminá-los.
“A gente faz muito pela demanda, então o que chega pra gente aqui na secretaria a gente encaminha uma equipe pros respectivos locais, é feito o teste rápido e se dé positivo a gente passa pra recolher o animal”, frisou
Karen Cruz  garantiu que todos os doentes estão em tratamento disponibilizado pelo município que precisa melhorar o tempo de diagnóstico da doença para o quanto antes começar a tratar e evitar mortes. Em janeiro médicos e enfermeiros serão capacitados sobre isso.
“pra ter uma segurança maior na hora do diagnóstico porque as vezes se confundem com outras doenças, então pra gente não ter a perca de tempo de perder prazo do diagnóstico então a gente já solicitou essa capacitação para o Estado”, afirmou

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