Como de costume a mãe havia ido buscar água do outro
lado do povoado e a criança tinha ficado em casa com o avô e os outros irmãos.
Em um momento de distração, a menina acabou indo para o quintal sem que ninguém
percebesse.
A tia da criança conta que ela foi encontrada pela
irmã mais velha. “Acostumada a brincar no quintal. Nunca tinha acontecido nada
e os baldes tem que ficar cheio para banhar, pois cedo à água vai embora“,
revelou Maria das Dores da Silva Maciel.
Os pais ainda levaram Emanuele para o hospital, mas
ela já estava morta. “Muito triste. Jamais imaginava uma coisa dessas. Ficou
brincando com o avô dela. Quando cheguei perguntei para a irmã dela onde ela
(vítima) estava e ela disse não sei mamãe. Mandei ela encher o balde de água e
ela gritou que a neném tava dentro do balde. Peguei ela, mas já estava molinha.
Levei para o hospital“ desabafou Maria Antônia Alves Viana, mãe da criança.
Quem acompanhou o caso se solidarizou com a família e
reforçou a importância de se redobrar os cuidados com as crianças pequenas.
“Todo cuidado é pouco. No caso da mãe tava pegando água, a gente passou por ela
lá no poço. Aí, quando chegamos em casa não demorou muito e soubemos da notícia
que a menina tinha morrido num pouquinho de água, que não enchia um balde
pequeno. Muito triste“, afirmou a cozinheira Glória Quaresma.
Vizinhos e parentes acompanharam o cortejo com o corpo
da criança até o cemitério do povoado São Vicente as margens da BR 222 em
Igarapé do Meio. Muito abalado o pai precisou ser amparado por amigos durante o
enterro. Francisca Emanuele Viana Maciel de dois anos era a caçula de quatro
irmãos.
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