“Ela usou papel crepom para fazer
pequenas mechas, por isso deixei. Eu saí de casa para ir à praia com uma amiga
e, lá, recebi uma ligação da minha filha mais velha pedindo para eu comprar uma
tintura na farmácia para pintar o cabelo da mais nova, senão o pai rasparia a
cabeça dela”, disse a faxineira.
Antes que a mãe chegasse à farmácia,
ela recebeu outra ligação de que o marido havia usado uma máquina de cortar
cabelos para raspar a cabeça da filha.
Quando chegou em casa, a faxineira
encontrou a filha dormindo, já sem os cabelos. “Os meus filhos pequenos, de 3 e
5 anos, juntaram os cabelos do chão e disseram para a irmã que iriam colar
novamente, por isso guardaram o cabelo cortado”, contou.
Ameaças
O pai não gostou e disse para a menina
tirar aa pintura, ameaçando bater nela. Porém, antes que a estudante
conseguisse tirar o colorido, ele conseguiu uma máquina de cortar cabelos na
casa de um vizinho e ordenou que a filha sentasse na cadeira. Com medo de apanhar,
a menina obedeceu e o pai cortou todo o cabelo da estudante.
Imediatamente, a mãe foi ao bar onde o
marido estava. “Eu falei com ele que poderia até me matar, mas nunca ter feito
aquilo com minha filha”, afirmou a faxineira. Ela chamou a polícia.
Os policiais militares foram à casa e,
após serem informados de que no local
havia uma arma, localizaram um revólver calibre 38, com munição. O
comerciante foi levado para a Delegacia Regional de Serra, onde prestou depoimento.
Ele assumiu que ameaçou bater na filha
e que raspou os cabelos dela para educá-la. Sobre a arma, o comerciante disse
que a recebeu como pagamento de um cliente do bar pelo que havia consumido no
local, mas que pretendia se desfazer do revólver.
O delegado de plantão, David Melo,
autuou o comerciante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e por ameaças
contra a filha. O suspeito foi conduzido para o Centro de Detenção de Viana.
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