
A conselheira tutelar Conceição
Rodrigues conta que várias pessoas são ouvidas quando uma denúncia é recebida.
“A denúncia é feita, uma equipe é mandada para o local. Se ouve familiares, se
ouve a própria vítima – dependendo da idade -, se ouve vizinhos, que ouvem a
criança chorar”.
Manoel Júnior, que também é
conselheiro tutelar, lamenta que as denúncias feitas indicam que pessoas
próximas das vítimas continuam sendo as principais agressoras. “Infelizmente,
membros da família: tios, primos, padrastos, vizinhos são os maiores vilões
nesse sentido de abusar sexualmente de uma criança ou de um adolescente”,
relatou.
Ainda segundo Manoel, o Conselho
Tutelar não tem poder para prender os suspeitos. A denúncia é recebida,
averiguada e encaminhada para órgãos que trabalham junto com o Conselho, mas
esbarra em um processo burocrático.
“Nós fizemos a nossa parte, que é o
atendimento, o encaminhamento, para os órgãos que trabalham junto com o
Conselho Tutelar. Alguns casos foram encaminhados ao Ministério Público, outros
não foram, pois não foi concluído o processo”, finalizou.
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