O perfil usado
em uma rede social para compartilhar uma mensagem em que afirmava que a mulher
maranhense seria “piriguete” e o homem “malandro”, pode ser falso. É o que
afirma o promotor de Justiça de Imperatriz, Joaquim Júnior, responsável por
instaurar uma portaria para investigar o crime de preconceito racial cometido
no perfil identificado como Isabela Cardoso.
Segundo
Joaquim Júnior, a foto usada no perfil seria de uma mulher que reside no Rio de
Janeiro e que já teria entrado em contato para afirmar que não possui qualquer
participação no ocorrido. Com essa nova informação, a Promotoria de Imperatriz
acionou o Ministério Público do Rio de Janeiro que deve colaborar para a
elucidação do fato.
Para o
promotor, caso seja confirmada a existência do perfil falso, a investigação se
tornará imprescindível por se constatar a prática de outro crime. “Se a versão
da carioca for verdadeira, a investigação se torna ainda mais importante, pois,
além da postagem ofensiva, o criminoso usou fotos e a identidade de outra pessoa”,
afirmou.
No perfil,
Isabel Cardoso seria natural do Rio Grande do Sul e teria morado durante 1 ano
e 7 meses na cidade de Imperatriz, onde trabalhou na Suzano. Ao retornar para
sua cidade, Isabela divulgou em sua página, a seguinte afirmação: "Finalmente
em casa, depois de 1 ano e 7 meses na Suzano de Imperatriz eu e meu esposo
retornamos a nossa cidade. Estado pobre, kkkkkkkkkk. A cultura maranhense é
horrível. O carnaval é um lixo. Tal de bumba meu boi, tambor de crioula. A
maioria das Mulheres são piriguetes e os Homens malandros. Mais da metade das
pessoas são semi-analfabetas".
No final do
domingo, a assessoria da empresa Suzano Papel e Celulose informou que
desconhece a jovem, e que o caso foi encaminhado ao seu setor de Recursos
Humanos. A empresa pediu desculpas pelo ocorrido e destacou que se trata de
opinião particular.
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