LAPADA – Saae perdoa dívida milionária da prefeitura, mas corta água dos pobres

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Na reunião da Comissão de Redação, Constituição e Justiça realizada ontem (4) na Câmara Municipal, para que a diretoria justificasse o terrível pedido de aumento da conta d’água da ordem de 45%, pouco foi revelado sobre a situação financeira do Serviço Autônomo de Água e Esgoto.
E o pouco que se ouviu, após indagações desordenadas de alguns vereadores, saiu da boca do vice-diretor, Sérgio Moreira, um funcionário de carreira da autarquia municipal.
Em meio à suas explanações, um número acabou despertando a curiosidade dos presentes.
De acordo com Sérgio, a Prefeitura de Codó deve para o SAAE, de conta de água dos prédios públicos,exatamente R$ 1.624.403,40 (Hum milhão, seiscentos e vinte e quatro mil, quatrocentos e três reais e quarenta centavos).
Mensalmente a autarquia perdoa, de conta d’água da prefeitura, algo em torno de R$ 29.000,00, de acordo com informações repassadas à Comissão.
O MOTIVO DO PERDÃO
Nos preocupamos em saber não de Sérgio, mas do próprio diretor Paulinho Maclaren (Paulo Paiva Brito) o motivo de tal perdão milionário, a resposta foi evasiva, mas perguntei:
- POR QUE NÃO COBRAR ESSA DÍVIDA DA PREFEITURA, FOI DITO AQUI QUE ELA DEVE À AUTARQUIA MAIS DE R$ 1 MILHÃO. NÃO DÁ PRA COBRAR ISSO DA PREFEITURA?
Paulinho respondeu – Acélio, isso é uma questão que se arrasta de muito tempo, eu não queria aqui dizer que a gente já discutiu isso, que há possibilidade de ser resolvido, isso é uma coisa não só do presente, é uma coisa do passado que se arrasta e que a gente tem tentado dar uma resposta e chegamos à um ponto de dentro desse estudo a gente colocar esse ítem que você tá abordando, mas a questão da porcentagem, voltando pra cá, é necessário ser esses 45% e ainda continua sendo a água mais barata da região.
PARA OS POBRES, OUTRO TRATAMENTO
Diferente é o tratamento dispensado para o consumidor lascado que, certamente, nunca verá em seu poder 1% dos milionários recursos que chegam à Prefeitura de Codó anualmente.
Quando o pobre acumula 3 talões, recebe a visita indesejada dos ‘cortadores de água’ do SAAE e não há apelo ou perdão, a única alternativa dada ao cidadão é pagar o que deve.
Pergunto, é justo?

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