Pelo menos nove adolescentes foram assassinados em São Luís em 2015

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Dados levantados nos plantões policiais da região metropolitana de São Luís mostram que nove adolescentes foram assassinados em janeiro deste ano. Segundo o Índice de Homicídios na Adolescência, a cada mil jovens, três correm o risco de serem assassinados antes de completar 19 anos no Maranhão.

Para o Ministério Público Estadual, os casos de desaparecimentos registrados em todo o estado podem estar relacionados à violência infanto-juvenil, situação que preocupa o coordenador operacional de apoio à infância e juventude.

Segundo o promotor Márcio Tadeu Marques, o número de adolescentes desaparecidos é grande e muitos têm sido vítimas da violência relacionadas as facções criminosas que atuam no Maranhão. “É muito possível que casos de desaparecimento  estejam ligados a homicídios de adolescentes. Podemos considerar que existe um tipo de juvenilização da criminalidade organizada pelas facções que atuam em nosso estado”, disse.

Uma das soluções para o problema, segundo o promotor de Justiça, seria entender o fascínio que o mundo do crime cria nos jovens e aplicar as políticas públicas já existentes para tentar reverter essa realidade. “É preciso entender esse fenômeno não só como uma percepção desses jovens de que o mundo do crime é mais atraente. É preciso fazer com que as políticas públicas possam atuar para evitar essa realidade”, concluiu.

Índice de homicídios na adolescência

O estudo revela que 2,42 entre cada mil jovens maranhenses correm o risco de serem assassinados antes de completarem 19 anos. Esse dado confere ao estado a 19ª maior taxa de risco no ranking feito entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

De acordo com os dados, a região Nordeste apresenta a maior incidência de violência letal contra adolescentes, com um índice igual a 5,97. O Maranhão ocupa a 8ª posição entre os estados nordestinos, ficando à frente apenas do Piauí (2,26).

A pesquisa mostra que os adolescentes do sexo masculino têm 11,92 vezes mais chances de serem mortos do que as do sexo feminino. A diferença cresceu em relação a 2011, quando era 10,3. Em relação ao perfil dos adolescentes com maior vulnerabilidade, o estudo revela que a possibilidade de jovens negros serem assassinados é 2,96 vezes maior do que os brancos.


Outra conclusão do estudo é que as chances de morrer vítima de arma de fogo é 4,67 vezes maior do que por outros instrumentos, o menor patamar da série iniciada em 2005. Em 2009, o risco era 6,17 vezes maior.

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