"Os milicianos
da 'república popular de Donetsk' bloquearam o trabalho do Tesouro regional.
Isto terá consequências mais nefastas para os habitantes da região",
lamentou o governador ucraniano de Donetsk, Sergei Taruta.
Taruta, designado
governador por Kiev, alertou que centenas de milhares de aposentados,
trabalhadores públicos e cidadãos ficarão sem suas pensões, salários e
auxílios, mesmo que "o Estado conte com todos os recursos para cumprir com
suas obrigações".
A tomada da filial do
Banco Nacional da Ucrânia por um grupo de homens armados também foi confirmada
pela Administração municipal de Donetsk.
Em comunicado, o
governo ucraniano reconheceu que "o sistema financeiro da região ficou
paralisado" e que os impostos que devem ser pagos pelas empresas de
Donetsk não chegam aos cofres do Estado.
O Banco Nacional, por
outra parte, não pode garantir o sistema de pagamentos eletrônicos e nem a
liquidez das filiais bancárias na região.
Além das estruturas
bancárias, os insurgentes também tomaram o escritório da Companhia de Calefação
e Energia de Donetsk, propriedade do oligarca Rinat Ajmetov, o magnata mais
rico da Ucrânia.
Um porta-voz dos
rebeldes pró-russos explicou à agência russa "RIA Novosti" que exigem
à empresa que "pague seus impostos à 'república popular de Donetsk' e não
à Ucrânia".
Na última semana, os
líderes da autoproclamada república, que se declararam independente da Ucrânia,
tomaram a decisão de assumir o controle das finanças e da política fiscal da
região.
Em meados de maio,
Ajmetov, oriundo da região rebelde e dono do conglomerado industrial de
Donetsk, se mostrou disposto a lutar contra os líderes insurgentes.
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