Publicidade

Publicidade

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O Sonho Eldorado Americano: quanta ilusão!

Recebi em meu Face um vídeo compartilhado por uma amiga chamada Stefani Komora. E o mesmo trata de um brasileiro analisando a atual situação de nosso Brasil – diga-se de passagem, sobre o caráter político, social, cultural e econômico -, nunca ouvi tanta asneira e idiotice numa só pessoa.
Jacinto Junior
Jacinto Junior
Gostaria de fazer uma consideração sobre sua enaltecedora e contundente critica à La USA o quinhão do militarismo. O Sr. Alberto Gazio vive há 15 anos nos USA e declama todo seu amor e paixão postiça a esse país e repudia sua pátria amada. Ele desconhece a realidade brasileira, aliás, ele não conhece a nossa história se a conhecesse não diria tantas bobagens.
1.       Primeiro ponto aclamado pelo notável “americano-sulista” e não nortista, é sua veneração aos EUA, inclusive, reverbera coisas do tipo: “tenho orgulho de vestir a camisa desse país”. Somente um membro pequeno-burguês – da elite branca brasileira – sonho equiparar-se com os malditos americanos conservadores e dominadores.
2.       Ele não contente com sua visão míope e torpe – isto em se tratando de patriotismo -, declara que viver nos EUA, é viver num paraíso, onde tudo é bom e maravilhoso. Tenta ridicularizar seu país, derramando todo seu ódio e veneno contra o governo do PT, acha-se no direito de chamar a todos de “corja de ladrões”. É por isso mesmo que repito: não conhece a nossa história
3.      Em sua infantilidade teórica achando que estava descobrindo o ‘ovo da galinha’, evoca o retorno do famigerado e obscuro regime militar como alternativa para sanar todas as crises que o nosso país enfrenta. Quanta ingenuidade! É um contorcionista!
4.      O Sr. Alberto Gazio definitivamente é um alienado político, pois, não lembrou – mas, faço questão de refrescar sua fraca memória – do que fizera os USA no século passado invadindo nações e promovendo verdadeira carnificina, como, por exemplo, o Vietnã, a bomba de Hiroshima e Nagazaki no Japão em 1945, Camboja, Iraque, Líbia e tantos outros países, mas, o mais espetacular feito veio à tona, o caso IrãGate, isso ele não menciona. Os USA não é a Nação tão democrática e justa socialmente como tem sido vendido ao mundo.
 Quem não se recorda da denúncia do americano Snowders sobre a espionagem do governo americano no sistema de comunicação brasileiro – controle absoluto na área de tecnologia e internet -, inclusive, monitorando telefonemas da Presidente Dilma Rousseff? Que país é esse que age na sombra? Que exemplo de democracia é essa? Mas a Dilma falou grosso ao supremo chefe da nação norte-americana reprovando tal atitude. E os EUA recolheram-se à sua insignificância.
5.      Em resposta ao incomodado pequeno-burguês – representante da elite branca -, sobre a capacidade de desenvolvimento e liberdade dos americanos-nortistas vejam esses dados quentinhos:
Nova York é a cidade mais rica do planeta, concordo! Mas vejam o que está acontecendo com ela e outras cidades após a Grande Depressão de 1929/30:
“Segundo as estatísticas federais, a população sem moradia aumentou 13% em comparação com o ano passado, apesar da suposta recuperação da economia – e enquanto a média nacional só faz cair.” Isso demonstra o caco, o estardalhaço em que se encontra a economia de ponta norte-americana. Outro dado, agora, do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) que compila dados de três mil cidades americanas: “Os nova-iorquinos que passam a noite em abrigos ou nas ruas chegaram a 64.060 de acordo com o relatório”.
A cidade de Los Angeles teve um aumento maior: “lá, os desabrigados cresceram 27%, embora o total seja menor que o de Nova York. No resto do país, o número caiu 4% desde 2012: hoje são 610.042”. Lamentável que o sr. Alberto Gazio venda a imagem de um país em crise sistêmica como se vivesse em um “mar de rosas”. Simplesmente, ele desconhece esses gélidos dados sociais, por isso fala tanta asneira.
Mas continuemos a revirar a grandeza econômica desse “maravilhoso” país do ‘eldorado’. Veja outro dado sobre a fascinante Nova York: “as famílias representam 75% da população dos abrigos. Há menos sem-teto nas ruas do que há uma década, mas a lotação nos dormitórios é recorde – 52 mil, sendo 22 mil crianças”. Não se assuste, observe o depoimento do Sr. Eliot, um sem-teto de 52 anos “- prefiro dormir na rua do que num abrigo. – A comida é pavorosa. Os banheiros são imundos. Há ratos e baratas por todo canto”
Isso é um tratamento “vip” a um filho necessitado norte-americano oferecido pelo governo. Então, Sr. Alberto Gazio, o que dizer dessa triste e indecente realidade que vive o povo da maior potencia ocidental? Antes de falar asneira e, aleatoriamente, procure se informar sobre algum dado estatístico para que a realidade concreta não o surpreenda como neste caso. Todas essas informações você pode encontrar no seguinte endereço eletrônico: http://oglobo.globo.com/mundo/a-nova-york-dos-exluidos-12960174#ixzz35fRpQhb
Sr. Alberto Gazio, eu jamais penso abandonar minha pátria e me tornar estrangeiro por puro capricho. Jamais quero ser visitante desse país que assola o mundo com sua violência militar e seu modelo econômico concentrador. Não quero nem de longe sonhar com esse ‘eldorado’ fantasioso e ilusório.
Quero continuar a ser brasileiro, ter o sentido de brasilidade, de pertencimento e lutar pelo meu país em função de seu desenvolvimento social, político, cultural e econômico.
Não farei referencia ao governo Dilma Rousseff por entender que a resposta dada, denota minha satisfação e o Brasil continuará em seu caminho natural em ser o mais injusto do mundo! Tal injustiça pensada e executada pela elite branca há pelo menos 500 anos, Não é Sr. Alberto Gazio? Agora, está mudando e isso o incomoda que pena!

Nenhum comentário:

Postar um comentário