Com
menos de um ano de implantação no Espírito Santo, o programa do governo federal
o Mais Médicos, que entre outras medidas visa a aumentar o número de médicos no
país, foi responsável pela redução de 36,2% da quantidade de encaminhamentos
para internações no estado, que passou de 232 em janeiro de 2013 para 148 em
janeiro deste ano. O número é superior à redução alcançada pelo Brasil, que é
de 20%, segundo o Ministério da Saúde. O dado foi apresentado nesta terça-feira
(24) durante o seminário 'Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde Para os
Brasileiros', na Casa do Cidadão, em Vitória.
O
evento foi ministrado pelo Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na
Saúde do Ministério da Saúde, Heider Pinto, e contou com a participação de
gestores da área de saúde do estado e dos municípios. Para Heider Pinto, a
redução confirma o sucesso do programa. Ele disse que o usuário deixa de se
internar e ganha mais qualidade de vida e é cuidado perto de sua casa, com
isso, vagas nos hospitais para
internações mais graves são abertas.
O
secretário ressaltou ainda um dado expressivo: o aumento de 46% do número de
atendimentos a usuários com problemas relacionados ao uso de álcool e outras
drogas nas Unidades Básicas de Saúde.
A
avaliação também apontou outros resultados positivos, como o aumento de 48% de
consultas por agendamento, de 27,9% de consultas voltadas para o cuidado
continuado e de 6,3% dos atendimentos na área da saúde mental.
Dos
14 mil novos médicos inseridos nas Unidades Básicas de Saúde de todo o país,
400 estão no Espírito Santo. Segundo Heider Pinto, a iniciativa tem sido bem
aceita pela maioria da população, que elogia os atendimentos. No entanto, na
opinião do secretário, ainda é preciso investir, por exemplo, nos atendimentos
de casos de urgência, que evitam a lotação de pronto-atendimentos.
Já
para secretária de Saúde de Vitória, Daysi Koehler Behning, o número de médicos
no Estado, que é de 1,97 para cada mil habitantes é “menos pior” se comparado à
média nacional, que é de 1,8, mas ainda precisa melhorar.
Investimento
O
programa Mais Médicos foi lançado em julho de 2013 pela presidente Dilma
Rousseff. De lá para cá, o governo federal já repassou um total de R$ 5,5
bilhões para o programa. Desse total, R$ 62 milhões foram destinados à atenção
básica do Espírito Santo e devem ser utilizados para a reforma, construção e
ampliação de 294 unidades de saúde.
De
acordo com o Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Heider
Pinto, os médicos estrangeiros ganham um registro de trabalho para atuar no
Brasil por três anos, podendo ser prorrogado por mais três. Durante este
período, o governo federal buscará investir na formação de novos médicos.
Até
2018 serão criadas 11,4 mil vagas de graduação em Medicina e mais 12 mil vagas
de residência médica, e os alunos terão que se especializar em Medicina Geral
de Família e Comunidade e atuar por até dois anos no SUS. No Espírito Santo
foram 80 novas bolsas de especialização só este ano.
Mais
médicos
Em
paralelo aos esforços do Ministério da Saúde para a melhoria da atenção básica
através do Programa Mais Médicos, o governo estadual também vem fazendo
investimentos na área.
De
acordo com Anselmo Dantas, que esteve no seminário “Mais Médicos para o Brasil,
Mais Saúde Para os Brasileiros” representando o secretário de Estado da Saúde,
José Tadeu Marino, uma das principais medidas consiste na realização do concurso
público com três mil vagas, sendo a metade destinada a contratação de novos
médicos.
Faculdade
do projeto
Os
prefeitos de Ecoporanga, Pedro Costa Filho, e de Cachoeiro de Itapemirim,
Carlos Casteglione, também participaram do seminário para relatar as
experiências dos municípios após a implantação do programa Mais Médicos.
Cachoeiro
de Itapemirim é uma das cidades selecionadas pelo programa para sediar uma das
faculdades de Medicina do Mais Médicos. Segundo Casteglione, o município já foi
auditado pelo Ministério da Educação (MEC) em abril e agora aguarda aprovação
definitiva, bem como a seleção de qual instituição privada ofertará o curso.
A
cidade conta com 24 médicos cubanos, o que permitiu a ampliação de 27 para 42
equipes de atenção à saúde da família.
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