Segundo o instituto,
a maior taxa de desemprego em maio foi registrada em Recife, de 7,2%, seguido
por São Paulo, com 5,1%. No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, as taxas
registradas foram de 3,4% e 3,8%, respectivamente.
Em nota, o IBGE
afirma que, "excepcionalmente, não estão disponibilizados os dados das
regiões de Salvador e Porto Alegre".
"O atraso nas
etapas de coleta, apuração, crítica, análise e avaliação da qualidade do dado
coletado foi devido à paralisação dos servidores do IBGE, impossibilitando a
divulgação completa na data prevista no calendário de divulgação." O IBGE
afirma que os dados completos serão divulgados posteriormente, em "data
ainda não definida".
Os servidores do IBGE
estão em greve desde 26 de maio. O sindicato dos servidores, ASSIBGE,
reivindica que o instituto seja tratado como órgão de Estado e não de governo.
Os servidores pedem ainda autonomia técnica, reforço no orçamento condizente
com plano de trabalho, valorização salarial e patamar do ciclo de gestão.
Segundo o IBGE, a
paralisação atinge 21 unidades estaduais no país, além das unidades sede,
Parada de Lucas, Canabarro e Chile, no Rio, e a adesão é de 24% da categoria.
O número de
desocupados ficou estável em todas as regiões na comparação com abril. Já
frente a maio do ano passado, recuou 34,8% na região metropolitana do Rio de
Janeiro, 21,7% em São Paulo e foi mantido no Recife e em Belo Horizonte.
Em maio, a população
ocupada com carteira assinada no setor privado também ficou estável na
comparaçã com o mês anterior. Já frente maio de 2013, a região metropolitana de
São Paulo mostrou aumento de 3,7% e as demais regiões mantiveram a
estabilidade. Frente aos empregados sem carteira assinada no setor privado, na
comparação mensal, Recife teve aumento de 13,5% e as outras três regiões permaneceram
estáveis. Na comparação com maio de 2013, São Paulo registrou queda de 22,5% e
Belo Horizonte, de 11,8%.
Salários
Quanto aos salários,
houve queda nas regiões metropolitanas do Recife (-1,1%) e de Belo Horizonte
(-1,4%), mas subiu na região metropolitana do Rio de Janeiro (2,9%). Em São
Paulo, ficou estável. Na comparação anual, o rendimento médio real subiu no
Recife (8,4%), no Rio de Janeiro (7,4%) e em São Paulo (1,7%). Em Belo
Horizonte, caiu 1,6%.
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