“Faltou luta, mais empenho e profissionalismo por aquela mulher e por aquela família”, diz secretário sobre conduta de equipe médica no HGM

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Foto: Blog do Acélio
O secretário de Saúde, Ricardo Torres, entregou semana passada o laudo técnico de uma sindicância aberta pela Secretaria de Saúde com o objetivo de esclarecer a morte da lavradora Valdenir Guimarães, 31 anos e seu bebê que receberia o nome de Vitória, se não tivesse morrido durante o parto. Valdenir morreu horas depois de ter sido liberada pela equipe médica na madrugada do dia 03 de junho, no Hospital Geral de Codó.
Como a família reclamou de negligência e demora no atendimento à paciente, o Secretário fez a investigação que contou com o trabalho de uma enfermeira, segundo Ricardo Torres, especialista nesse tipo de caso de óbito materno-infantil. O resultado foi entregue pelo secretário ao viúvo de Valdenir, o lavrador Antônio César. O relatório feito pela enfermeira que investigou o caso é confuso, mas o secretário concluiu que houve mesmo falha de alguns integrantes da equipe médica que estava no plantão naquela madrugada.
Segundo Torres, a equipe comandada pelo médico obstetra Osnir Maranhão, poderia ter sido mais atuante e teria errado ao não ter tido o poder de tomada de decisão com os procedimentos que deveriam ter sido realizados com a paciente. “Ela [enfermeira] chegou à conclusão, que determinadas pessoas, integrantes da equipe naquela madrugada no Hospital não tiveram o devido cuidado, não obedeceram algumas condutas profissionais que eram necessárias de serem atendidas. Ou seja, esse relatório ele deixou evidenciado que existiu falta de sensibilidade de alguns profissionais, não de toda a equipe, que existiu falta de compromisso maior com o cidadão naquele momento e isso será o ponto de partida de um processo administrativo que será instaurado a partir de agora para apurar detalhadamente a responsabilidade de cada um”, Disse o secretário.
Ricardo Torres disse que o caso vai ser aprofundado, mas que já planejou medidas de urgência para evitar a inocorrência de outros casos semelhantes ao que levou a morte da lavradora da comunidade de São Joaquim, zona rural de Codó. De acordo com o secretário, a ideia é evitar que outros pacientes mantenham contato com profissionais que não tenham compromisso e não venham manchar a imagem do HGM que já tem mais de 35 anos que vem atendendo as pessoas que precisam de tratamento de saúde.
O Correio Codoense quis saber do secretário quais condutas poderiam ter sido usadas e não foram pela equipe que estava responsável pelo atendimento à paciente. Ricardo não foi claro, mas reafirmou que a mais evidente foi a falta de comprometimento dos profissionais. “As conclusões que podemos apontar no momento foi a falta do comprometimento. A falta de decisão e empenho pessoal, da sensibilidade para atender bem e com rapidez a necessidade do momento”, disse.
Perguntamos ainda que se a paciente tivesse recebido o atendimento necessário e no momento em que o esposo recorreu aos enfermeiros, a lavradora teria sobrevivido, Ricardo disse o seguinte: “Isso é impossível de a gente dizer. Só Deus sabe se o problema que ela tinha, se as dificuldades do parto que ela já vinha enfrentando e isso é fato, porque a paciente já chegou depois da meia noite já em situação de sofrimento com indicação de morte do feto em seu ventre, então saber o resultado desse sangramento se poderia ser revertido a ponto de evitar sua morte, isso só Deus sabe. O que a administração indica é que os profissionais lutem com todo o aparato do Hospital para que salve a vida da pessoa”, declarou o secretário que concluiu dizendo:
Faltou luta, mais empenho e profissionalismo por aquela mulher e por aquela família. Foi isso que concluímos e não reflete, inclusive, na realidade do Hospital. Mas o Hospital, em sua maioria, possui profissionais formados e bem capacitados para tratar bem as pessoas”, concluiu Ricardo Torres.

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