Ex-prefeito João Castelo continua insistindo na pré-candidatura própria ao Senado

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Castelo insiste na pré-candidatura ao Senado. Mas Roberto Rocha é que tem o aval da oposição para disputar o cargo
Castelo insiste na pré-candidatura ao Senado. Mas Roberto Rocha é que tem o aval da oposição para disputar o cargo

A tentativa do ex-prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) de disputar o Senado, pode trazer grandes problemas para os tucanos e socialistas, caso ele continue buscando este espaço e o nome de Roberto Rocha (PSB), também seja mantido para a disputa. Isto ocorre, pois para viabilizar uma vaga para senador, Castelo não poderá coligar com nenhum outro partido, perdendo assim vantagens como o tempo de televisão. Ainda existe a possibilidade também do PSDB perder espaço na coligação oposicionista, por conta da modificação do acordo.

O artigo 6º da Lei 9.502/1997 é claro: é possível “celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário”. Segundo a norma eleitoral, não é possível fazer duas coligações distintas para as majoritárias. A coligação para Governo precisa, necessariamente, ser a mesma para o Senado, o que dificulta os planos de Castelo.

O especialista em Direito Eleitoral, Carlos Lula, explica que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma possibilidade para coligações que tiverem mais de um nome ao Senado. “O partido pode disputar sozinho a vaga. Permanece na coligação para governador, mas entra na disputa para senador sozinho, sem nenhum partido aliado”, esclarece Lula. Se optar por essa possibilidade, tanto João Castelo, quanto o outro interessado da mesma chapa em uma vaga no Congresso Federal, Roberto Rocha (PSB), terão que disputar sem apoio de nenhuma outra agremiação, tendo, inclusive, que ter os suplentes do próprio partido.

Além de ter uma chapa pura no pleito, Castelo e Roberto, perderão tempo de propaganda gratuita no rádio e televisão, já que as coligações aumentam o tempo disponível para inserções. Sozinhos, o tucano teria um minuto e cinquenta e um segundos, enquanto o socialista um minuto e três segundos.

A definição se o tucano estará no pleito ao Senado deve acontecer antes da convenção do PSDB, que ocorrerá no próximo dia 22, na cidade de Imperatriz. Em reunião realizada na terça-feira (10), na sede do partido, o presidente estadual da sigla e pré-candidato a vice-governador de Flávio Dino (PSDB), Carlos Brandão, informou que será necessário ouvir outras lideranças do PSDB para se chegar a definição sobre a candidatura de Castelo. Mas, ainda que os membros do colegiado deliberem pela não candidatura de João Castelo, Brandão lembra que ele terá o direito de levar a questão para a Convenção.
Na oportunidade da reunião, Castelo disparou: “Eu sou pré-candidato e irei pré-candidato até a hora da Convenção lá é que vamos decidir. O foro adequado para decidir assuntos dessa natureza é a Convenção partidária”, mostrando-se convicto em disputar a vaga.

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