Doença mortal nos rins intriga médicos na América Central

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Doença renal na América Central confunde cientistas
CHICHIGALPA, Nicarágua – Durante a época da colheita, quando trabalhadores exaustos passam os sete dias da semana cortando cana-de-açúcar, os sinais da doença são difíceis de notar à primeira vista.
Quando a colheita acabou, no campo de beisebol, alguns moradores perceberam uma mudança. Jogadores acostumados a roubar bases estavam letárgicos. Os arremessadores perderam a pontaria. À noite, os jogadores queimavam como se estivessem sob o abrasante sol do dia.

"Esse é o Mosquito, agora ele está morto", afirmou Arnulfo Téllez Aguilera, 49 anos, apontando para a fotografia de seus sorridentes colegas de equipe antes de os músculos murcharem como os dele. "Esse é o meu irmão, Danilo, também morto".
Por toda a América Central, uma doença dolorosa que afeta os rins já matou pelo menos 20 mil pessoas na última década e se tornou a principal causa de óbitos de homens internados em hospitais em El Salvador. Porém, a enfermidade, muitas vezes chamada de insuficiência renal crônica sem causa definida, é tão pouco compreendida que ainda nem sequer tem um nome universalmente aceito.

As teorias variam drasticamente, citando uma combinação de possíveis fatores, incluindo a fadiga por calor, desidratação crônica, produtos químicos tóxicos, analgésicos, consumo de açúcar e até mesmo cinza vulcânica.


Contudo, existe um raro ponto de consenso no entender de muitos pesquisadores: o centro da cana-de-açúcar da Nicarágua – em principal Chichigalpa, a cidade que abriga as maiores usinas de açúcar do país – é um dos lugares mais assolados pela doença do mundo. Pais e filhos cortadores de cana morreram e jovens aparentemente saudáveis estão rapidamente perdendo as forças.CHICHIGALPA, Nicarágua – Durante a época da colheita, quando trabalhadores exaustos passam os sete dias da semana cortando cana-de-açúcar, os sinais da doença são difíceis de notar à primeira vista.

A road in Chichigalpa, Nicaragua, where the country's largest sugar mill is located, Feb. 11, 2014. Nicaragua’s vital sugar cane heartland, and Chichigalpa in particular, has been one of hardest hit places in the world by a mysterious kidney disease, with multiple generations of cane cutters dying in the same family and seemingly healthy young men quickly wasting away. (© Meridith Kohut/The New York Times)Quando a colheita acabou, no campo de beisebol, alguns moradores perceberam uma mudança. Jogadores acostumados a roubar bases estavam letárgicos. Os arremessadores perderam a pontaria. À noite, os jogadores queimavam como se estivessem sob o abrasante sol do dia.

"Esse é o Mosquito, agora ele está morto", afirmou Arnulfo Téllez Aguilera, 49 anos, apontando para a fotografia de seus sorridentes colegas de equipe antes de os músculos murcharem como os dele. "Esse é o meu irmão, Danilo, também morto".

Por toda a América Central, uma doença dolorosa que afeta os rins já matou pelo menos 20 mil pessoas na última década e se tornou a principal causa de óbitos de homens internados em hospitais em El Salvador. Porém, a enfermidade, muitas vezes chamada de insuficiência renal crônica sem causa definida, é tão pouco compreendida que ainda nem sequer tem um nome universalmente aceito.

As teorias variam drasticamente, citando uma combinação de possíveis fatores, incluindo a fadiga por calor, desidratação crônica, produtos químicos tóxicos, analgésicos, consumo de açúcar e até mesmo cinza vulcânica.

Contudo, existe um raro ponto de consenso no entender de muitos pesquisadores: o centro da cana-de-açúcar da Nicarágua – em principal Chichigalpa, a cidade que abriga as maiores usinas de açúcar do país – é um dos lugares mais assolados pela doença do mundo. Pais e filhos cortadores de cana morreram e jovens aparentemente saudáveis estão rapidamente perdendo as forças.


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