Ouvimos o Sargento Carlos Alberto Fortes que comandou a operação na madrugada do último sábado (24) quando ele, pessoalmente, foi acionado para dar fim à uma briga violenta que resultou em pelo menos 4 feridos com garrafadas, no Open Bar.
“Por volta de 1h20 da manhã (sábado) estava acontecendo uma festa com Fruta Nativa no Open Bar e aí houve uma briga interna com garrafada e a coisa degringolou tanto que teve que acabar a festa”, revelou ao blogdoacelio
Depois de acalmar os ânimos e encerrar a festa, a Polícia Militar teve a ideia de ir para o centro da cidade no intuito de evitar depredações e brigas de facão, que, geralmente, ocorrem nas madrugadas pós-festa.
XINGAMENTO
Foi quando Sargento Fortes e os cabos Félix e Filho, com o soldado Rômulo, se depararam com um grupo ao qual pertencia o vereador, NENZIM Barros. Embriagado, o parlamentar teria proferido a frase de baixo calão contra a guarnição em alto e bom som.
Depois seus companheiros confessaram que teria sido mesmo Nenzim e pediram para que Sargento Fortes perdoasse o desacato, mas não foram atendidos dado a gravidade do fato, sobretudo, por está vindo de uma autoridade constituída pelo povo de Timbiras.
“Agora nós vamos para o centro da cidade porque o pessoal pode querer depredar, quando eu vou subindo que eu passo em frente à Roseana Sarney a gente percebe um grupo de pessoas próximo, quando a gente passa de frente a gente ver um do grupo, com a camisa clara, levanta-se e aí diz – ê polícia vai tomar no cú, até então a gente não sabia que era o vereador (…) aí eu interpelei ele, aí começou aquele…completamente embriagado, bêbado, bêbado”
“Conduzi ele dentro do veículo ao quartel, cheguei lá dei ciência da gravidade do fato e dei voz de prisão pra ele por desacato e agressão verbal ao servidor em exercício regular da profissão, um servidor público”, disse Fortes.
ESTADO ETÍLICO
Na hora de conduzir o parlamentar para uma cadeia em Codó, uma vez que Timbiras está sem celas, ele, bêbado, teria recusado-se a ir no banco da viatura. Pediu para ir na mala e foi atendido.
“Na saída, eu tentei colocar ele no banco trazeiro do veículo, mas ele tava tão alterado e bêbado, não alterado no sentido de botar força ou coisa parecida, certo?, dizia – NÃO, EU QUERO IR É NA MALA, EU QUERO IR É NA MALA, EU QUERO IR É NA MALA. Pediu por 3 vezes, Tem certeza rapaz? TENHO, TENHO, EU QUERO IR É NA MALA. Pois seja feita a sua vontade”, contou Sgto. Fortes.
LIBERADO
A delegada de Plantão era Maria Tecla Cunha aos cuidados de quem o vereador de Timbiras fora entregue. O parlamentar dormiu na prisão codoense e foi liberado na manhã do sábado.
PUNIÇÕES
Pelo artigo 331 do Código Penal desacatar funcionário público no exercício de sua função ( e Polícia estava trabalhando) é crime passível de punição com cadeia que varia de 6 meses à 2 anos de prisão.
Como é crime de menor potencial ofensivo, geralmente termina em pena alternativa como a famosa prestação de serviço comunitário ou nas tradicionais cestas-básicas para entidades filantrópicas.
Em todo caso, o vereador também pode sofrer sanções da própria Câmara Municipal de Timbiras uma vez que MANDAR A POLÍCIA TOMAR NO CÚ, bêbado, não é nem um pouquinho DECOROSO.
Se isso vai ocorrer não sei e acho pouco provável, nestes órgãos reina o corporativismo. Mas o caso é , no mínimo, de um grande pedido público de desculpas, pelo menos, direcionado aos seus eleitores.
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