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terça-feira, 27 de maio de 2014

ARTIGO DE JACINTO JÚNIOR: UMA AVALIAÇÃO NECESSÁRIA SOBRE A CONJUNTURA POLÍTICA ATUAL E AS PERSPECTIVAS PARA 2016

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Jacinto Júnior
Aproxima-se o período eleitoral e, com ele, as articulações dos distintos agrupamentos políticos na expectativa de apresentarem seus respectivos candidatos e, obviamente, os seus interesses de classes.
Codó não foge à regra.
Temos basicamente três a quatro correntes ou tendências políticas na atual conjuntura que se impõem na perspectiva de disputarem o poder político tanto na esfera estadual quanto federal. É bom ressaltar que, esta avaliação ela se dará em torno de uma eleição mais ampla e mais solta, visto que, a mesma, ocorrerá em todo o estado maranhense; diferentemente, da local que será realizada em 2016.
Pensar o futuro de nossa cidade requer de cada codoense, a responsabilidade em optar por uma figura pública que tenha uma proposição política alinhada às necessidades prementes das grandes massas populares. Além disso, é imprescindível que o futuro candidato eleito seja de fato, uma figura isenta de qualquer acusação sobre sua trajetória eminente. Portanto, a questão não passa meramente pelo nível econômico do candidato, mas, inevitavelmente, pelo caráter e pela conduta; nossa esperança é de que o município seja repensado politicamente e, politicamente, seja resgatado de sua condição de subdesenvolvida. Por ser a 5ª mais importante do estado, não pode permanecer sob a égide da cultura mediana e, muito menos, no prospecto do provincianismo. Repensar nossa cidade é sobremaneira resgatar o conceito de progresso e progresso é instalar um conjunto de atividades que beneficie a comunidade como um todo. É produzir riqueza e distribuí-la equitativamente entre os filhos codoenses proporcionando assim, a justiça social.
Ao elencar a possibilidade de, com a eleição de uma candidatura que seja “puro sangue” como se afirmam por aí, tal candidatura tem de elevar-se à condição de uma perspectiva transformadora. Nossa cidade deve ter em torno de uns 17 a 20 partidos registrados no Cartório Eleitoral – talvez isso -, mas, estamos acostumados a ouvir somente nos seguintes partidos: PMDB, PDT, PSD, PP, PSDB, DEM (cito, nominalmente, estes partidos pelo fato de serem conduzidos pelos tradicionais caciques de direita e conservadores), contudo, há os partidos de esquerda como: Psol, PcdoB, PSB, PT (o PPS, oriundo do “Partidão”, sob a liderança de Roberto Freire, hoje é um partido alinhado à socialdemocracia do tucanato, abandonou seu projeto político para ser um apêndice do neoliberalismo; e o PT que, ao estabelecer alianças com o PMDB em 2002, sofreu um processo lapidar de metamorfose de classes e, acabou rumando para a direita neoliberal), ao trazer à tona essas legendas o faço com a seguinte ideia: que as suas respectivas lideranças (de esquerda) estejam mais presentes nos processos sucessórios; lutem para garantir também o direito de apresentar seus respectivos candidatos, não esperem “outro momento”, mas, sim, reajam e se mobilizem; busquem parceiros sociais, enfim, não desanimem.
Na verdade, é necessário que esses diversos partidos do campo da esquerda se alinhem com uma proposta real para a comunidade codoense e acreditem em seu potencial, em sua capacidade de enfrentamento em relação aos candidatos da direita.
O grande problema que a esquerda local enfrenta é a incapacidade de resistência de suas lideranças; ou seja, a burguesia sempre consegue cooptá-las. Isso tem fragilizado a disputa de igual para igual com os setores majoritários dominantes.
O nível de articulação de hoje tem como pano de fundo as eleições de 2016. Não é à toa que a disputa pelo poder político entre a própria burguesia chega a limites extremos.
Por isso, a esquerda tem como principal tarefa rediscutir sua prática política equivocada, para, em seguida, reconduzir o processo de transformação da sociedade num patamar de equilíbrio. Se permanecer o atual estágio de correlação de forças desproporcional a elite econômica e política nunca serão ameaçadas numa disputa político-eleitoral, pois, ela atrai para si a maioria dos partidos de aluguel, inclusive, partidos do centro e da própria esquerda. Portanto, é fundamental que as lideranças dessas agremiações revejam suas atitudes, seus discursos suas condutas e fomentem o dialogo na perspectiva de compor uma efetiva unidade política na adversidade ideológica entre cada uma das tendências de esquerda.
A tarefa revolucionária de proporcionar uma mudança nos substratos sociais de nossa cidade e reinaugurar uma nova fase política vai depender da capacidade mobilizadora de todos os líderes de esquerda.
A esquerda local tem como se mobilizar. Tem como se aparelhar com figuras públicas que sejam capazes de absorver votos e tenham inserção social nos diversos movimentos sociais. É necessário criar alternativa. É fundamental ter alternativa. É indispensável ser a alternativa. Ficar no anonimato é permitir sistematicamente o controle do poder político aos elementos burgueses gerando uma situação “tanto pior melhor”. Mas a esquerda codoense não entende assim o processo de transformação. Ao contrario.
Construir uma Frente Democrática e Socialista deve ser no momento a prioridade da esquerda codoense. Não é possível engendrar uma transformação se não coexistir uma alternativa radical sustentada por uma unidade política de um mesmo sentimento e pensamento.
A burguesia já se prepara para a luta política. Nós, do campo da esquerda precisamos nos mobilizar e preparar-nos para o embate com toda garra e vontade.
Codó clama por renovação e a renovação não se faz pela representação burguesa, mas, sim, pelo processo de luta da classe trabalhadora. A ela compete o poder de legitimar o grau de alternância que, direta e indiretamente almeja.
Sem dúvida nenhuma, o resultado deste processo eleitoral (2014) desembocará no ano de 2016, e a elite econômica e política com sua arrogância e teimosia não esperará que alguém se pronuncie, ela mesma fará isso, com sua representação política.
Portanto, a esquerda codoense precisa, urgentemente, se constituir na alternativa.

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