| Dr. Tomé Mota – Comissão de Defesa do Consumidor |
Walter Silva comprou um aparelho de som,
descobriu o defeito em casa e o levou à loja novamente – que não fez o
conserto direito, não trocou o objeto, nem devolveu o dinheiro.
Irritado, ele desistiu do caso e não procurou o Justiça.
“Um problema pequeno desse pra gente
perder tempo procurando a Justiça que é muito lenta, sinceramente a
gente tem mais o que fazer porque não é resolvido rápido, se fosse coisa
resolvida imediatamente, tudo bem, mas não resolve e as pessoas nem
procuram”, disse o radialista
Segundo o presidente da Comissão dos
Direitos do Consumidor da OAB no município, advogado Tomé Mota, muitos
procuram SIM o juizado especial cível, que continua mais conhecido como
‘de pequenas causas”, o problema é a grande demanda.
“O juizado não tem capacidade de
absorver toda esta demanda de problemas com os consumidores como
negativação indevida, popularmente nome sujo, empréstimos fraudulentos ,
diversas situações que ferem o direito dos consumidores”, afirmou
NOSSO PROCON DE PAPEL
Uma forma mais rápida de se resolver os
problemas mais frequentes desta relação de consumo conflituosa no
Comércio de Codó seria a existência de uma unidade do Procon, mas este é
um sonho que dia 26 de julho de 2014 vai completar 20 anos sem virar
realidade.
A lei que instituiu o PROCON MUNICIPAL é
de julho de 1994. A Comissão da OAB já encaminhou cobrança de
efetivação para o Ministério Público, à Câmara de Vereadores e para
Prefeitura.
Agora estuda até um projeto de lei que
necessita de dezenas de assinaturas dos codoenses para poder ser
aprovada no Legislativo municipal. O intuito não criar uma nova lei do
Procon Municipal, segundo o advogado, mas atualizar a existente.
“E em último caso fazer algo até
inovador, pioneiro no município que seria a elaboração de um projeto de
lei de iniciativa popular, ou seja, o povo iria subscrever, com um
número determinado de assinaturas, pra poder atualizar ou substituir
esta lei porque a lei 990 do ano de 1994 que institui o Procon Municipal
de Codó está desatualizada”, esclareceu
Enquanto a Procon municipal não sai do
papel, o consumidor segue acumulando prejuízos e esperando que esta
demora não ultrapasse a marca histórica dos 20 anos, gente como o
comerciante e ex-vereador codoense por três mandatos, Jacinto Pereira.
“Já passou foi do tempo porque
muitas vezes o consumidor acaba prejudicado por falta, por não
existência do Procon local…DEIXA PRA LÁ, FICA NO PREJUÍZO? É, demora
demais, acaba o consumidor se aborrecendo e deixando muitas pra lá,
muitas vezes com o prejuízo”, respondeu
AS RESPOSTAS À OAB
O Ministério Público Estadual disse que
já encaminhou recomendação à Prefeitura de Codó cobrando a instalação do
Procon, embora ainda não tenha obtido retorno.
A Câmara Municipal informou à subseção
da OAB que já realizou reunião em suas comissões ouvindo representantes
do Executivo que prometeram estudar o assunto.
Já a Prefeitura de Codó disse que “está
sendo estudado o assunto para que seja implantado o Procon em parceria
com o Governo do Estado, nos moldes da implantação da Defensoria
Pública”
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