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Um
dos carros roubados pelos sequestradores
foi
capturado pela PM (Foto: Guilherme Brito/G1)
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O grupo de três assaltantes que
praticou um arrastão, fazendo ao todo oito pessoas reféns em diversos pontos do
Rio, matou uma mulher durante a madrugada e a manhã desta quinta-feira (20). Ao
longo do trajeto da sequência de sequestros-relâmpago, três vítimas foram
torturadas depois de serem levadas para uma favela.
De acordo com policiais militares do
41º BPM (Irajá), os criminosos usaram ao longo do trajeto três carros das
vítimas e atiraram contra uma mulher, que estava em um quarto veículo, no fim
da ação. Os crimes começaram em Rocha Miranda, no Subúrbio, passaram pela
Lagoa, na Zona Sul, e voltaram para o Subúrbio, em Anchieta.
Ainda segundo policiais, os três
criminosos começaram roubando um Omega, em Rocha Miranda, fazendo o motorista
de refém. De lá, o bando seguiu para a Lagoa, na Zona Sul, onde praticou pequenos
delitos e entrou dentro de um segundo carro, um Siena, onde estava um casal. A
vítima do primeiro carro foi levada pelos criminosos dentro desse segundo
veículo.
Vítima
nua
Após o segundo roubo, os três
criminosos e as três vítimas seguiram para uma favela no Subúrbio, que não foi
identificada pelos PMs. Nesse local, o bando realizou torturas com as vítimas e
chegou a deixar uma delas totalmente nua.
"Tiraram a gente do carro [todas
as vítimas], colocaram um capuz em mim e me mandaram ficar totalmente nu em uma
viela na favela. Reviraram meu carro porque acharam que eu era policial. Depois
de roubar o que eu tinha, eles colocaram a gente dentro do carro. Foi horrível,
eu quase cometi uma loucura e pensei em sair correndo", disse a vítima,
que preferiu não se identificar.
Depois da tortura, o bando seguiu para
Ricardo de Albuquerque, no Subúrbio, e abordou o terceiro veículo, um Fox.
Durante a ação, policiais do 41º BPM perceberam a movimentação e tentaram
abordar os suspeitos.
Nesse momento, dois criminosos
entraram no Fox, fizeram cinco passageiros de refém e fugiram na contramão. O
último sequestrador seguiu no Siena com as outras vítimas por uma rua nas
proximidades da Estrada Marechal Alencastro, em Anchieta, e foram seguidos
pelos policiais. Houve troca de tiros.
Em seguida, o criminoso abandonou o
Siena e tentou abordar uma mulher, ainda sem identificação, que dirigia um Fox
Sport. Durante a tentativa de assalto, a motorista se assustou, tentou acelerar
e acabou sendo baleada e morta pelo bandido, que conseguiu fugir. Até as 14h30,
não havia a identificação desta vítima. Nenhuma das outras pessoas feitas de
refém ficou ferida.
Inquérito
aberto
O delegado Hércules Nascimento,
titular da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), informou que abriu um inquérito
para apurar o caso. Ele disse que pretende verificar se as vítimas podem fazer
retrato falado dos criminosos e se consegue reunir imagens ou informações dos
criminosos durante o trajeto.
"Eu vou ver se há possibilidade
de fazer algum monitoramento no caminho que possa identificar os criminosos. Além disso, vou periciar os
veículos envolvidos, as armas dos policiais que trocaram tiros com eles [os
criminosos] e tentar preservar as impressões digitais nelas", explicou.
Uma das vítimas que prestou depoimento
na delegacia, no fim da manhã, e que também não quis se identificar, disse que
em nenhum momento os criminosos pararam em caixas eletrônicos para sacar mais
dinheiro das vítimas. O objetivo, segundo ele, era parar ainda mais carros para
roubar pertences.
"Eles só levaram R$300, que é o
que tinha no bolso, em espécie. Dos outros reféns foi a mesma coisa. Eles [os
ciriminosos] só pensavam em parar mais carros e fazer mais reféns, sendo que
não cabia mais ninguém dentro do carro", disse.
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