Agentes
penitenciários do CDP de Ribeirão Preto (SP)
em greve recusam
receber cerca de 45 presos
vindos de outro
CDP na manhã desta sexta-feira (21
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Cerca de
50 agentes penitenciários formaram um cordão humano em frente ao Centro de
Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto (SP) na manhã desta sexta-feira
(21) para tentar impedir a transferência de 45 detentos vindos da cadeia de
Santa Rosa de Viterbo, também no interior do estado. Os agentes foram retirados
à força pela Polícia Militar e em seguida atearam fogo em pneus na frente da
unidade.
Segundo o
diretor regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de São
Paulo (Sindasp), José Carlos dos Santos Ernesto, embora tenha havido
resistência por parte dos agentes, eles entregaram as chaves da unidade
prisional às polícias Civil e Militar, que conseguiram efetuar a transferência
dos presos e alojá-los no CDP. Ninguém ficou ferido.
Os agentes
penitenciários estão em greve desde o dia 10 de março em Ribeirão Preto.
Trabalhadores das cidades paulistas de Pontal, Jardinópolis, Franca, Serra Azul
e Taiúva também suspenderam as atividades.
"Não
houve agressão. Os agentes que estavam dentro da unidade se retiraram e
entregaram as chaves nas mãos das autoridades", diz Ernesto.
Em
seguida, os grevistas atearam fogo em pneus para protestar contra a pressão que
afirmam sofrer por parte do governo.
"Nós
somos conhecidos como carrascos e corruptos, mas fazemos parte dessa sociedade
que nos julga. Temos pais de família, trabalhadores e pessoas honestas
aqui", afirma o diretor regional do Sindasp.
Em greve, agentes tentaram impedir
transferência de presos
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Na semana
passada, o juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública,
determinou que os agentes penitenciários que estão em greve não impeçam
familiares de presos, advogados e funcionários públicos de terem acesso às
dependências dos presídios, sob ameaça de multa de R$ 100 mil por dia em caso
de descumprimento.
A
categoria dos agentes reivindica reajuste salarial de 20,64% (referente à
inflação entre 2007 e 2012), redução das classes de carreira de oito para seis
e aposentadoria especial com 25 anos de profissão, fim do teto base, a
instituição do bico legal - prestação de serviços em dias de folga - e o
pagamento de auxílio-refeição. Ernesto informou que, enquanto o governo não
oferecer esses benefícios, a greve continuará.
"O
número de agentes agredidos é enorme dentro das unidades prisionais, devido à
superlotação e ao déficit de funcionários", critica o diretor.
De acordo
com Ernesto, as visitas de familiares aos detentos nas unidades prisionais da
região de Ribeirão Preto serão mantidas neste final de semana.
"O
intuito da nossa greve não é confrontar presos e familiares. Nossa paralisação,
além do motivo financeiro, tem caráter humanitário. É um pedido de socorro para
chamar a atenção das autoridades para a realidade do sistema penal no estado.
Queremos mais transparência", destaca.
Os agentes
penitenciários do estado de São Paulo estão de braços cruzados desde o dia 10
de março. A categoria reclama também das condições de trabalho, criticando a
superlotação das unidades prisionais, situação que ocorre em toda a região de
Ribeirão Preto.
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