Está marcada para esta quinta-feira
(30) uma nova paralisação dos servidores da Saúde em São Luís. Depois da
paralisação no Socorrão I, realizada nessa quarta-feira (29), servidores do
Hospital Clementino Moura, o Socorrão II realizam paralisação de advertência.
Os servidores reivindicam
melhores condições de trabalho, melhores salários, equiparação salarial entre
os servidores efetivos e serviços prestados e regulamentação da gratificação do
SUS.
O secretário municipal de Saúde,
César Félix, afirmou ao G1 que está aberto ao diálogo com os profissionais.
“Designamos uma equipe para ir lá agora pela manhã, propor ao sindicato a
criação de um grupo técnico para que a gente possa evoluir nos pontos que eles
estão reivindicando. As coisas não aconteceram ainda não é por negligência, mas
sim, pelas condições que nós temos no momento. Continuamos abertos ao diálogo
para que dentro do possível todas as reinvindicações, tanto dos servidores do
Socorrão II como os servidores do Socorrão I, sejam atendidas”, disse o
secretário.
Em nota, a Secretaria
Municipal de Saúde afirmou que cerca de R$ 3 milhões serão investidos para
melhorar as condições de trabalho e a qualidade do atendimento. Veja a nota
na íntegra:
1 – Todas as providências estão
sendo adotadas pela Prefeitura de São Luís para atender às reivindicações dos
trabalhadores. Parte delas está inserida no Programa Avança São Luís, como a
aprovação de recursos para reforma das instalações junto à Caixa Econômica
Federal e aquisição de novos equipamentos junto ao Ministério da Saúde. Cerca
de R$ 3 milhões serão investidos para melhorar as condições de trabalho e a
qualidade do atendimento;
2 – A Prefeitura realizará em
curto prazo a compra de equipamentos, como bisturi elétrico, oxímetro de pulso,
desfibrilador com modo DEA, entre outros, que somados ao empenho dos
profissionais garantirão melhor atendimento aos pacientes;
3 – A Semus, como responsável
pela gestão da saúde no município, tem trabalhado incessantemente para
equacionar o problema do abastecimento de medicamentos em toda a rede
municipal;
4 – Quanto à reivindicação da
carga horária, há claro confronto à legislação vigente, que estabelece a
jornada de trabalho em 40 horas semanais. A todos os trabalhadores é assegurado
o direito de desempenhar suas funções contratuais em horário corrido de 6
(seis) horas ou intercalada em 4 (quatro) horas. Na escala vertical, em regime
de plantão, o trabalhador está obrigado a dar 10 (dez plantões) mensais com
carga horária de 12 horas corridas, que somam 120 horas;
5 – A reivindicação que pleiteia
a redução do plantão para 8 horas semanais, reduz a carga mensal para 96 horas,
legitimando uma defasagem de 24 horas. Esse vácuo obriga a expansão do quadro funcional,
onerando a manutenção dos serviços;
6 – A fixação dos horários
referidos é corroborada pelo Estatuto do Servidor, Lei n° 4.615, de 2006, no
capítulo que trata da Jornada de Trabalho, em seu Art. 79, quando fixa a
jornada semanal em no máximo 40 horas, sendo o regime de plantão equivalente a
regra das 30 horas semanais, totalizando 120 horas;
7 – A reivindicação do piso de 30
horas para os profissionais de enfermagem ainda não foi aprovada pelo Congresso
Nacional, onde tramita projeto de lei há anos à espera de votação;
8 – Por fim, cumpre ressaltar que
o Edital para o concurso realizado em 2006 fixa a carga horária em 40 horas aos
aprovados que assumiram cargos demandados, dentre eles enfermeiros.
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