Na última segunda-feira(6), a Polícia Civil do Maranhão deu como elucidado o caso de latrocínio que vitimou o servidor público Wilasmar Santana, ocorrido na última quarta-feira(1º) na cidade de Grajaú. A elucidação veio por meio de uma força-tarefa realizada pela Delegacia de Polícia de Grajaú, Delegacia Regional de Barra do Corda, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo(CTA) e a Guarda Municipal.
A ação policial teve início na manhã do dia 1º de abril de 2026, após acionamento da Polícia Civil, dando conta da localização de um veículo incendiado com possível corpo carbonizado em seu interior. Paralelamente, familiares da vítima compareceram à unidade policial informando o sequestro e subtração de bens.
De imediato, foram iniciadas diligências coordenadas pela Delegacia de Grajaú com acionamento da Perícia Oficial de Imperatriz, sendo enviados peritos do ICRIM e ILAB por meio do CTA. As equipes foram divididas em duas frentes: uma voltada à residência da vítima, para coleta de material genético e vestígios; e outra ao local do crime, para análise pericial do veículo e remoção do corpo.
Simultaneamente, foram realizadas as coletas de depoimentos, produção de elementos informativos e representação por medidas judiciais, incluindo quebras de sigilo telefônico e telemático, bem como acesso a dados de provedor de internet da vítima.
Com base em provas técnicas, imagens de câmeras de segurança e uso de sistemas investigativos modernos com apoio de inteligência artificial, foi possível reconstituir toda a dinâmica criminosa, identificando o principal suspeito e sua atuação no período compreendido entre os dias 31 de março e 1º de abril.
As investigações apontaram que a vítima foi morta mediante asfixia, seguido da subtração de bens e posterior ocultação de cadáver com a incineração do veículo.
Diante dos elementos colhidos, a Polícia Civil representou por medidas cautelares, sendo apreendido um menor de 16 anos apontado como executor do crime, o qual confessou a prática delituosa, indicando ainda a participação de um segundo indivíduo.
O menor relatou que o crime teria sido motivado por dívida no valor de R$ 7.000,00, detalhando a execução e ocultação do cadáver. O segundo envolvido, maior de idade, foi preso em flagrante por receptação de bens da vítima.
As investigações demonstraram que a participação do maior de idade se restringiu à incineração do veículo, não tendo conhecimento prévio da presença do corpo, motivo pelo qual responderá, a princípio, por receptação, dano qualificado mediante incêndio, podendo responder também por ocultação de cadáver e favorecimento pessoal.
O menor responderá por ato infracional análogo aos crimes de latrocínio consumado, ocultação de cadáver e dano qualificado por incêndio.
Agora, a Delegacia de Grajaú aguarda a conclusão dos laudos da Perícia Oficial para finalização do procedimento, destacando que o caso encontra-se praticamente elucidado, com robusto conjunto probatório já reunido.